Nos últimos cinco anos, o preço dos alimentos disparou-se um 37%, o que tem provocado mudanças drásticas nos hábitos de consumo dos lares, obrigando às famílias a modificar sua cesta da compra, priorizar as marcas brancas e reduzir a despesa em produtos frescos.
Em junho, os ovos continuam, um mês mais, liderando o encarecimiento da cesta de compra-a, com um aumento anual de 14,1%. No entanto, na comparativa mensal só têm subido duas décimas, enquanto o IPC geral de alimentos se incrementou o 1,9% anual e o 0,1% mensal.
O IPC mantém-se no 3,2%
Assim o reflete o índice de preços de consumo (IPC) publicado nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que tem confirmado que este índice se manteve no 3,2% interanual, pese ao incremento do IVA do gás e a electricidade ao 21%.
Na categoria alimentar, também têm destacado as subidas anuais da carne de vacuno (+11%), do pescado (+8,8%) e da carne de ovino (+6,8%). De facto, no último ano só se têm abaratado as frutas frescas (-3,6%), o açúcar (-3,2 %) e a carne de porcino (-1,0%).
Subidas mensais das frutas e as batatas
No entanto, na comparativa mensal, sobresale a subida das frutas frescas (+4,0%) e das batatas (+2,6%). Por contra, as categorias alimentares que mais se têm abaratado nos últimos 30 dias têm sido os legumes e hortaliças frescas (-3,9%) e o açúcar (-1,1%).
No que vai de ano, destaca igualmente a subida das frutas (11,5%) enquanto no lado contrário se situa o açúcar (-3,6%). Assim mesmo, a categoria de bebidas alcohólicas e fumo tem repuntado um 3% anual, enquanto no último mês seu IPC reduziu-se uma décima.
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