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Adeus ao medo: lista de recomendações definitivas para ver o eclipse solar de forma segura e saber que não deves fazer esta tarde

Eclipse solar: como desfrutar do espectáculo sem pôr em risco a saúde de teus olhos

Rocío Antón

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Um eclipse solar é um desses fenómenos que conseguem deter o ritmo quotidiano durante uns minutos. O céu muda, baixa a luz, a temperatura pode descer e o meio adquire uma atmosfera quase irreal. Mas, precisamente porque o Sol segue aí ainda que pareça menos intenso, desfrutar do espectáculo requer tomar algumas precauções. A saúde ocular deve ser a prioridade, especialmente quando há meninos ou mascotas de por meio.

Recreación do eclipse que terá lugar este 12 de agosto/ CANVA

A regra de ouro: nunca olhar directamente ao Sol

O principal risco durante um eclipse é confiar-se. A diminuição da luminosidade pode fazer que olhar para o Sol pareça menos perigoso, mas a radiação que atinge nossos olhos continua sendo potencialmente daninha. A retina não dispõe de receptores da dor, pelo que uma lesão pode se produzir sem que apareça nenhuma moléstia imediata. A criadora de conteúdo @doctora.ojvos, Laura Escudero Bondelle, comentava o siguiene num vídeo de TikTok:

@doctora.ojvos 🌑 Tens dúvidas sobre como ver o eclipse de forma segura? Perguntastes-me de tudo: 👓 As gafas de ver servem? ☀️ Quando podemos nos tirar as gafas de eclipse? 🩻 Servem as radiografias? 👁️ Uma lesão na retina dói? 💊 Tem tratamento? 🛒 Onde comprar umas gafas fiáveis? E Amazon? Neste vídeo respondo às dúvidas que mais me estais a fazer. Guarda-o e compartilha-o com quem vá ver o eclipse. ❤️ ⚠️ Importante: para olhar directamente ao Sol durante as fases parciais, utiliza gafas/filtros solares específicos que cumpram ISO 12312-2. As gafas de sol normais não servem. Que outra dúvida tens sobre o eclipse? Leio-te em comentários 👇 #eclipse #eclipsesolar #viral #fyp #fyi ♬ som original - doutora olhos

Antonio Sanz, vice-presidente primeiro e conselheiro de Presidência, Previdência e Emergências da Junta de Andaluzia, tem fazer# questão de esta ideia ante o eclipse do 12 de agosto e a enorme onda de turismo no sul de Espanha: "Uns poucos segundos de observação direta podem provocar lesões na retina. Ademais, durante as fases nas que o céu se escurece, a pupila tende a dilatarse e permite a entrada de uma maior quantidade de radiação".

O problema é que o dano pode ser permanente. O telefonema retinopatía solar afecta especialmente à zona central da retina, responsável pela visão dos detalhes e de boa parte de nossa capacidade para focar.

Que gafas servem e quais não

As gafas de sol convencionais não são uma alternativa válida. Também não servem improvisaciones como radiografias, filtros caseiros ou qualquer outro material que não tenha sido desenhado especificamente para observar o Sol.

@doctora.ojvos PERIGO ECLIPSE🌘⬇️ Usem todos as gafas de protecção homologadas com certificado ISO 12312-2 que podereis comprar em farmácias e ópticas!! NÃO É BROMA!! ⛔️‼️⚠️ Podem-se produzir lesões IRREVERSÍVEIS que afectem a nossa visão! #eclipse #eclipsesolar #gafas #viral #fyp ♬ som original - doutora olhos

A recomendação é utilizar unicamente gafas para eclipses que cumpram a norma ISO 12312-2 e que apresentem o correspondente marcado CE. Dantes de colocá-las, convém revisar que não tenham arañazos, buracos, rompimentos ou qualquer signo de deterioração.

Também é importante as utilizar correctamente. A forma mais segura consiste em olhar para o solo, colocar-se as gafas e, só depois, levantar a mirada para o Sol. Para retirá-las há que repetir o processo ao inverso: baixar primeiro a mirada e tirar-se a protecção quando já não se esteja a observar a zona solar.

Telefones, prismáticos e telescópios: uma armadilha frequente

A curiosidade pode levar a tentar observar o eclipse através da câmara do móvel, uns prismáticos, um telescópio ou uma câmara fotográfica. Sem os filtros adequados, fazê-lo pode resultar perigoso. Os sistemas ópticos concentram a radiação solar e podem provocar danos na equipa e, sobretudo, nos olhos. As gafas de eclipse também não devem utilizar-se adiante de prismáticos ou telescópios como substituto de um filtro solar específico para esses instrumentos.

Uma família vendo o eclipse com as gafas corretas e homologadas/ CEDIDA

Se queres fotografar o fenómeno com o telefone, o dispositivo deve contar com uma protecção apropriada para seu sensor e seguir as recomendações específicas do fabricante do filtro. Não vale a pena arriscar a vista nem o móvel por conseguir uma fotografia. Agora, é verdade que se o vemos em fotografia ou vídeo por televisão ou redes sociais, não há problema pois o olho o que vê é uma imagem processada.

@doctora.ojpodem-vos-se DANIFICAR Os MÓVEIS E CÂMARAS! Salvo que tenham filtro homologado! #eclipse #eclipsesolar #viral #fyp #fy ♬ som original - doutora olhos

Os meninos precisam uma vigilância especial

Nos menores a precaução deve ser ainda maior. Miguel Giménez da Linde, oftalmólogo colaborador de Doctoralia, explica que o cristalino infantil é mais transparente e permite que a radiação chegue com maior facilidade à retina. Ademais, os meninos podem não compreender completamente o perigo ou retirar as gafas por curiosidade.

Três dos modelos que não estão homologados / FACUA - CG

Por isso, os adultos devem lhes explicar de forma singela que podem fazer e os supervisionar durante toda a observación.no ceder ante ao frustración do menino a lhe deixar sem supervisão, ainda que os experientes aconselham não ir com meninos a este tipo de eventos. No caso dos mais pequenos, que quiçá não sejam capazes de manter as gafas correctamente colocadas, uma alternativa recomendável é contemplar o eclipse mediante uma retransmisión televisiva ou uma emissão ao vivo.

Precauções com os animais: melhor observá-los desde casa

O eclipse também pode alterar, ainda que seja de forma pontual, as rotinas de alguns animais. O descenso repentino da luz e as mudanças na temperatura podem fazer que aves, mascotas e outros animais modifiquem seu comportamento. No caso de cães e gatos, o mais recomendável é mantê-los tranquilos e, sempre que seja possível, dentro de casa durante o momento de maior escuridão.

Não é necessário tomar medidas extraordinárias nem lhes colocar nenhum tipo de protecção ocular. Basta com evitar que saiam ao exterior e tentar que permaneçam num meio familiar, sem ruídos nem estímulos desnecessários. Também convém não lhes forçar a olhar para o céu para comprovar sua reacção: o eclipse é um fenómeno para observar, não uma experiência que devamos provocar em nossas mascotas.

Se durante o eclipse notas que teu animal se mostra inquieto, desorientado ou procura refúgio, o melhor é o acompanhar com normalidade e deixar que se acalme. Para eles, a mudança de luz pode resultar desconcertante, pelo que manter suas rotinas e lhes oferecer um espaço tranquilo é a opção mais singela e segura.

E durante a totalidade?

Aqui existe uma excepção muito concreta. Na faixa de totalidade, quando a Lua cobre por completo a fotosfera solar, os observadores não podem retirar as gafas durante esse breve intervalo, porque podem correr o risco de actuar tarde. É precisamente nesse momento onde a escuridão é total e então quando pode se contemplar a coroa solar, um dos momentos mais impressionantes do eclipse simultaneamente que enganosos.

A chave está em conhecer exactamente quando começa e termina a totalidade. O ponto máximo dar-se-á às 20.30 horas na Península Ibéria. Assim que reaparece qualquer parte da superfície brilhante do Sol, as gafas devem voltar a colocar-se imediatamente. Não há que se fiar de que ainda fique pouca luz.

A diferença entre contemplar um eclipse parcial e encontrar-se dentro da faixa de totalidade é enorme. A paisagem muda de maneira radical e aparecem fenómenos como as pérolas de Baily ou o chamado anel de diamantes, breves destellos provocados pela luz solar que se filtra entre as irregularidades do relevo lunar.

Eleger bem o lugar também faz parte da experiência

O planejamento pode marcar a diferença. Dantes de sair convém consultar a previsão meteorológica, comprovar a evolução das nuvens e conhecer o ponto desde o que poder-se-á observar melhor o eclipse. Os lugares oficiais de observação são uma opção interessante, ainda que podem ter aforo limitado.

Durante a totalidade, ademais, vale a pena deixar de olhar exclusivamente ao céu. O descenso de temperatura, as mudanças na iluminação, o comportamento das aves e as reacções de alguns animais fazem parte do espectáculo. Se levas mascotas, o mais prudente é mantê-las em casa e evitar que saiam ao exterior durante o fenómeno.

Um eclipse pode converter numa experiência inolvidable, mas não faz falta assumir riscos para o desfrutar. Com uma protecção adequada, algo de planejamento e especial atenção aos mais pequenos, é possível viver o espectáculo astronómico com tranquilidade e, sobretudo, conservar intacto aquilo que permite seguir desfrutando do céu: a vista.

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