Os parabenos são um grupo de conservantes químicos que, desde faz quase um século, se utilizaram na indústria cosmética, farmacêutica e alimentar. Sua função principal é evitar o crescimento de microorganismos, como bactérias e mofos, e prolongar assim a vida útil dos produtos. É habitual ver nas etiquetas de champôs ou cremes baixo nomes como methylparaben, ethylparaben, propylparaben ou butylparaben.
Com tudo, seu uso está a cada vez mais questionado devido à possibilidade de que produza efeitos adversos como disruptor endocrino. A dermatitis de contacto alérgica é o problema mais frequentemente relacionado com o uso de parabenos.
Os meninos, especialmente vulneráveis
Em 2011, o governo dinamarquês decidiu proibir, como medida de precaução, o uso de alguns parabenos em produtos de cuidado pessoal para meninos de até três anos, já que estes podem ser especialmente vulneráveis aos efeitos próprios das hormonas.
Agora, a Universidade de Granada tem ido um passo para além no terreno da investigação. Num comunicado tem indicado que o grupo de investigação ExpoDiet, que leva mais de 30 anos estudando este tipo de alteradores endocrinos, tem levado a cabo uma análise pioneiro sobre a exposição a parabenos e sua relação com aspectos cognitivos e conductuales em meninos da cidade nazarí.
Problemas com o coeficiente intelectual
Os resultados são inquietantes: o trabalho científico destaca que a exposição a ditos compostos conservantes pode estar sócia com um pior razonamiento fluído, afectar à capacidade de entendimento verbal e inclusive ao coeficiente intelectual. Também poderia estar vinculada com condutas mais agressivas nos meninos varões.
A investigação tem avaliado a concentração de diferentes parabenos em mostras de cabelo, um biomarcador que reflete a exposição em longo prazo, junto com provas cognitivas (WISC-V) e de comportamento (BASC-3).
O estudo é observacional
Os resultados sugerem que as pessoas em maior medida expostas a certos parabenos, como o metilparabeno (MetPB) e o etilparabeno (EthPB), têm piores pontuações em alguns domínios cognitivos e conductuales.
Com tudo, Patricia González Palácios, pesquisadora do Departamento de Nutrição e Bromatología da UGR, tem sublinhado que o estudo é observacional, pelo que não permite estabelecer causalidad.
Continuar as investigações
"O essencial é seguir pesquisando, reforçar a regulação preventiva e transladar à cidadania mensagens claras: estar informados não significa alarmarse, sina ser conscientes dos compostos que fazem parte de nossa vida quotidiana", tem agregado González Palácios, a doctoranda deste trabalho científico.
"Pesquisar seu papel na saúde, incluídas as funções reproductivas, metabólicas ou inclusive cognitivas, não implica que seu uso habitual suponha um risco direto. Estudá-los ajuda a compreender melhor seu comportamento no organismo e a estabelecer políticas preventivas razoáveis", conclui a experiente.