À subida dos preços dos alimentos no mês de março, há que acrescentar o encarecimiento do aluguer em Espanha. A moradia em aluguer em nosso país têm-se encarecido um 4% no primeiro trimestre de 2026 e um 9,1% em taxa interanual, situando-se em março em 14,78 euros por metro quadrado ao mês, segundo o Índice Imobiliário de Fotocasa.
Este incremento trimestral é o terceiro mais baixo desde 2022, ainda que os preços encadeiam quatro anos em máximos para este período. A porta-voz e diretora de Estudos de Fotocasa, María Matos, assinala que o encarecimiento responde a "a falta de oferta e a um mercado tensionado, pese a uma ligeira moderación do ritmo de subida".
Nem Madri nem Cataluña: onde tem subido mais o aluguer?
Ainda que Madri e Barcelona costumam encabeçar os preços de aluguer mais elevados, no que vai de ano as subidas mais agressivas se registaram em outras zonas. Por comunidades autónomas, registaram-se incrementos trimestrais em 14 delas, liderados por Cantabria (11,1%), Aragón (6,9%) e Madri (6,7%), enquanto A Rioja (-3%), Navarra (-1,3%) e Castilla-A Mancha (-1,1%) apresentaram descensos. Em março, doze comunidades atingiram preços máximos.
No âmbito provincial, 42 províncias tem experimentado subidas trimestrais, com Cádiz (14,2%), Cantabria (11,1%) e Teruel (9,1%) à cabeça, enquanto oito experimentaram quedas. Madri, Barcelona, Baleares e Gipuzkoa superam os 19 euros por metro quadrado ao mês.
Por municípios
Por municípios, o 75% das 173 cidades analisadas refletem subidas, destacando incrementos superiores ao 10% em localidades como Laredo, Sanlúcar de Barrameda ou Zamora capital (11,3%), a maior subida entre capitais de província.
O relatório reflete assim uma tendência generalizada ao alça no mercado do aluguer, marcada pela escassez de oferta e o esforço crescente dos inquilinos.