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Efeito Ucrânia: as vendas do azeite mantêm-se, mas com preços mais altos

A situação bélica na Ucrânia não repercutiu nas vendas do ouro líquido, ainda que como alertam agentes do sector, a inflação fez subir o preço do produto

Núria Messeguer

Algumas garrafas de óleo de girassol / PEXELS

O azeite, um dos pilares da dieta mediterrânica, também esteve representado na feira Alimentaria.

A guerra da Ucrânia sacudiu vários sectores da rede de produção. E, para além do óleo de girassol, o azeite também foi afectado pela inflação bélica. Em media, o azeite custa 10% mais que há duas semanas e 32% mais que no ano passado por esta data. No entanto, fontes do sector recusam um efeito rebote no consumidor face à escassez do de girassol.

Mais caro, mas as mesmas vendas

O alarme social gerado em torno do óleo de girassol depois que se tenha deixado de importar da Ucrânia, disparou, sobretudo, o preço das variedades de menor qualidade. "O preço aumentou, mas as vendas não, as pessoas que antes compravam óleo de girassol agora compram de canola ou de soja, mas não azeite", explica um porta-voz da empresa oleica Coosur.

Na sua opinião, não há mais vendas, mas os preços aumentaram de forma paulatina durante o último ano. "Chegou a custar mais 80 céntimos, mas agora está a uns 30 céntimos acima do custo habitual", inferem da empresa.

A secção de azeites vegetais de um supermercado / FLICKR

Sobre a polémica dos óleos de sementes

Há poucos dias, a Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutrição (AESAN), organismo dependente do Ministério de Consumo, emitiu uma alerta depois de detectar a comercialização de óleo que se considera não seguro para o consumo por provir de operadores clandestinos e carecer de garantias sobre o seu processo de elaboração.

Sobre isto, da Coosur foram claros e afrimaram que "a cada ano e meio ou dois nos encontramos com uma situação parecida, não é nenhuma novidade, há muitos piratas no sector".