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Espanha destinará 190.687 milhões de euros a pensões em 2023

Esta despesa, o maior dos Orçamentos Gerais do Estado (PGE), supõe o 41,8% do total

Consumidor Global

una memoria externa (pendrive) que incluye el Proyecto de Ley de los Presupuestos Generales del Estado aprobados por el Gobierno para 2023 que incluye las pensiones EP

As pensões, as prestações por desemprego e o pagamento dos interesses da dívida supõem o 53,40 % da despesa total contemplado nos Orçamentos Gerais do Estado (PGE) para 2023, segundo consta no projecto remetido nesta quarta-feira pelo Ministério de Fazenda ao Congresso dos Deputados.

A ministra de Fazenda, María Jesús Montero, dantes de apresentar o Projecto de Lei dos Orçamentos Gerais do Estado para 2023, no Congresso dos Deputados / EP

Estas três partidas somam um total de 243.240 milhões de euros, o que equivale ao 53,4 % dos 455.978 milhões de euros de despesas orçadas.

A maior despesa do orçamento

A maior despesa do orçamento será o das pensões, que concentrarão 190.687 milhões de euros, o mais 11,4% com respeito ao avanço de liquidação do presente exercício, bem como o 41,8 % da despesa total. A despesa nesta partida duplicou-se em 15 anos.

Os PGE para 2023 incorporam incrementos para as pensões contributivas e para as pensões mínimas e não contributivas, que beneficiarão a um total de 10 milhões de pensionistas. Para todas elas se espera uma subida de em torno do 8,5 %, depois da revalorização com o IPC (dos doze meses prévios a dezembro de 2022) de acordo com o projecto de Orçamentos.

Partida de desemprego e dívida pública

Por sua vez, a partida de desemprego conta com uma atribuição de 21.278 milhões de euros, o 5,3 % menos ante a melhora do emprego e a redução do desemprego. Isto supõe o 4,7 % da despesa total.

Quanto à dívida pública, a partida vinculada a seu custo ascende a 31.275 milhões, o 3,6 % mais, pelo esperado aumento das taxas de juro. O custo da dívida tem um peso do 6,9 % sobre a despesa total. A cifra é quase o duplo da que supunham os interesses da dívida em 2008 (15.265 milhões), quando a dívida pública não representava mais do 34,3 % do PIB e agora supera um 116 % da riqueza nacional.

As grandes áreas de despesa

Por distribuição de grandes áreas de despesa, o 58,5 % dos Orçamentos corresponde a despesa social (um 11 % mais que em 2022), o 27,6 % a actuações de carácter geral, o 7,9% a actuações de carácter económico e o 6% a serviços públicos básicos.

Dentre as partidas destinadas ao área de despesa social, destacam, além das políticas de pensões, as relativas a serviços sociais e promoção social, cuja dotação aumenta o 17,7 %; acesso à moradia e alavancagem da edificación (+5,4 %); educação, e cultura. Neste último âmbito, cabe destacar um aumento das bolsas em 400 milhões.

Previdência, educação e cultura

Dentro do capítulo de produção de bens públicos de carácter preferente, que concentra uma partida de 11.188 milhões, um 12,7 % mais e o 2,5 % do total das políticas de despesa, cabe destacar os 5.511 milhões destinados a previdência , um mais 4,5%, os 4.164 milhões a educação (o 21,8 % mais) e os 1.513 milhões para cultura, o 22,6 % mais.

Quanto aos serviços públicos básicos, que contam com uma dotação de 27.395 milhões de euros, o 13,5 % mais e o 6 % do total, destacam os 12.306 milhões que se destinam a políticas de Defesa , com um alça do 26 %, até representar o 2,7 % do total.