O sector serviços calca o acelerador em primavera e assina sua maior subida de preços em quatro anos, impulsionado pelo tirón do turismo e o encarecimiento dos custos empresariais. Mais especificamente, os preços subiram um 3,2% no segundo trimestre do ano em relação ao trimestre prévio.
O encarecimiento mais destacado da categoria é o dos serviços de alojamento: entre abril e junho cresceram um 19,5%. Neste sentido, a alta ocupação demonstrou que, pelo momento, o turista (especialmente o internacional) assumiu estas subidas sem resentir a demanda, o que dá margem aos alojamentos. Cabe destacar que, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), os hotéis acumularam uma subida de 61,5% entre abril de 2021 e fevereiro de 2026.
Subida de 2,9% em termos interanuais
Em taxa interanual, os preços do sector serviços aumentaram um 2,9% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, uma taxa três décimas superior à do trimestre prévio e a mais elevada num ano. Com este repunte, os preços do sector serviços encadeiam 18 trimestres de alças interanuais.
Entre as actividades com influência positiva na variação interanual do índice destacam as agências de viagens, os operadores turísticos e os serviços de reservas, cuja taxa anual aumentou 5,5 pontos, até o 8,2%. Por sua vez, os serviços de alojamento apresentaram uma taxa anual de 4,7%, percentagem oito décimas superior ao do primeiro trimestre.
Incrementos na comida e a bebida
Assim mesmo, os preços dos serviços de comida e bebida cresceram um 4,4% interanual no segundo trimestre e encadearam, ao igual que os serviços de alojamento, 17 trimestres de alças.
Pelo contrário, as actividades com maior influência negativa foram o transporte aéreo, que recortou sua taxa anual 3,4 pontos, até o -0,5%; e as telecomunicações, com uma variação anual de 1,3%, taxa 1,1 pontos por embaixo da do trimestre anterior.
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