Há subidas de quotas que molestam mais pela falta de comunicação que pela quantidade de dinheiro. Uns poucos euros podem passar desapercibidos durante meses, mas quando o cliente os descobre por surpresa, a reacção costuma ser de desconfiança.
Isso é o que lhe ocorreu a uma cliente do gimnasio barcelonés Aiguajoc, localizado na rua Comte Borrell. Um centro com boas valorações gerais que, no entanto, não se livra de algumas crÃticas relacionadas com a gestão de suas tarifas.
Uma subida sem prévio aviso
A utente, que prefere manter no anonimato, explica a Consumidor Global que o gimnasio tem incrementado sua quota mensal sem lho comunicar. "Dei-me conta faz umas semanas, mas levam fazendo-o desde faz meses, desde janeiro", assegura.
Mais especificamente, tem passado de pagar 56,64 euros a 58,24 euros. Uma diferença mÃnima, mas suficiente para gerar mal-estar. "Não me molesta a subida de dois euros, sina que não mo tenham comunicado", sublinha.
à legal?
A dúvida é se pode ou não uma empresa subir uma quota sem avisar. Iván RodrÃguez, advogado de Legálitas, deixa-o claro: "Teria que revisar o contrato assinado com o gimnasio".
No caso de Aiguajoc, suas condições estabelecem que "o preço das quotas revisar-se-á uma vez ao ano". Uma redacção que, segundo o experiente, resulta "muito ambigua". "Não especifica em base a que se muda essa quota, sina que simplesmente revisar-se-á. Conviria especificá-lo mais", explica.
Direitos e obrigações
Agora bem, os consumidores não só têm direitos, sina também obrigações. Entre elas, a de conhecer as condições que assinam. "A obrigação nossa é ler o contrato que temos por diante. Se não o lemos ao momento, deverÃamos conhecer ao menos seu alcance", explica.
O jurista distingue entre os direitos mÃnimos que estabelece a lei e as condições comerciais que pode oferecer a cada empresa. Por exemplo, por lei há 14 dias de desistência, mas a cada companhia pode decidir se amplia ou não esse prazo. Da mesma maneira que uma coisa é que o contrato contemple revisões e outra diferente que se apliquem sem lho dizer ao cliente. "As empresas podem prever subidas, mas isso não elimina a necessidade de informar", acrescenta RodrÃguez.
Mais queixas sobre a mesa
A experiência desta utente não é um caso isolado. Em internet, outros clientes têm compartilhado situações similares relacionadas com a gestão de quotas e cobranças no gimnasio. "Cuidado com os cargos automáticos, meu casal pagou 6 meses por adiantado e em nenhum momento avisou-se-lhe de que fá-se-ia o cargo automático de outros 6 meses uma vez passados os mesmos, ainda que apareça no contrato, estão na obrigação de informar de todas as condições. E não o fizeram", comenta um sócio.
"Fomos um dia para usar a piscina. As instalações bem, o que me surpreendeu foi que apesar de ensinar um correio recente do próprio gimnasio onde se indicavam as tarifas de acesso de um dia (5 euros primeira entrada, 18 euros segunda entrada) nos cobraram o duplo", acrescenta outro.
Falta de transparência
Consumidor Global pôs-se em contacto com Aiguajoc para aclarar o motivo da subida. Fontes do gimnasio sublinham que a subida se corresponde ao IPC.
Mesmo assim, a julgamento do jurista tem tido uma falha na transparência por parte do gimnasio, já que não informou à cliente da subida. "Não deixam margem ao consumidor para que decida se lhe interessa ou se prefere se descadastrar", conclui RodrÃguez.