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A Policia civil avisa: um ataque 'fantasma' ameaça o WhatsApp dos utentes de iPhone

O estafador pode solicitar transferência de dinheiro, alegando alguma situação de urgência ou solicitar códigos de verificação/recuperação da app

Juan Manuel Del Olmo

Una persona mira su iPhone UNSPLASH

A Policia civil tem registado na província de Huelva, desde finais de agosto, ao redor de 50 denúncias por ataques a WhatsApp sofridos por utentes de iPhone (iOS).

Segundo o Instituto Armado, esta modalidade de ciberataque —conhecida como zero clique— é especialmente preocupante porque não precisa nenhum erro da vítima. A diferença de outras fraudes, o atacante consegue tomar o controle da conta sem que a vítima tenha que clicar num enlace, escanear um código QR, reenviar um SMS de verificação nem autorizar o acesso a um novo dispositivo.

Os ciberdelincuentes aproveitam-se de pequenas falhas

Tal e como explica Kaspersky, os ataques de clique zero explodem as falhas do dispositivo e utilizam "deficiência na verificação de dados para aceder a teu sistema".

Logo de WhatsApp / UNSPLASH

Assim, os ciberdelincuentes aproveitam pequenas brechas de segurança para aceder de forma ilegítima às conversas do utente. Deste modo, podem manter contactos com familiares ou amigos de forma simultânea a seu legítimo titular, sem que este se percate disso.

@guardiacivil

📲 Tens um iPhone e utilizas WhatsApp? 🟢 Temos detectado ataques a contas de WhatsApp que afectam principalmente a iPhone com versões de iOS 16.7.12. e anteriores ➡️ Os ciberdelincuentes aproveitam conversas recentes para fazer-se passar por ti e pedir dinheiro a teus familiares ou amigos ⚠️ Actualiza teu iPhone e WhatsApp à última versão, activa a verificação em dois passos e revisa teus dispositivos vinculados

♬ Sunrise - Official Sound Studio

Solicitar transferências de dinheiro

Deste modo, o estafador pode pedir uma transferência de dinheiro, alegando alguma situação de urgência ou bem solicitar códigos de verificação/recuperação da app para fazer com o controle total da conta. As incidências analisadas registaram-se em determinados modelos de iPhone com versões desactualizadas de iOS IOS com versão 16.7.12 e anteriores.

Por isso, a Benemérita sublinha que resulta "essencial" manter as últimas actualizações no móvel, já que "incorporam correcções de segurança destinadas a reparar vulnerabilidades". Assim mesmo, aconselha comprovar a versão de iOS instalada e actualizá-la a sua última versão; manter actualizada o aplicativo de WhatsApp e evitar a descarga de aplicativos desde fontes não autorizadas.

Que recomenda a Policia civil

Ademais, a Policia civil recomenda activar a verificação em dois passos de WhatsApp, revisar de vez em quando os apartado "Dispositivos vinculados" e fechar qualquer sessão que o utente não reconheças.

Também pode ser útil fazer uma cópia de segurança das conversas dantes de apagar, reinstalar ou restabelecer o aplicativo, para não perder os chats, bem como não facilitar códigos SMS, de registro ou de verificação a ninguém, baixo nenhum conceito.

Um iPhone / UNSPLASH

Como funciona a fraude

Tal e como expõe Kaspersky, este tipo de ataques sem cliques se centram em aplicativos que oferecem mensagens ou telefonemas de voz, já que estes serviços estão desenhados para receber e interpretar dados desde fontes pouco fiáveis. Pelo geral, os atacantes utilizam dados criados de forma específica—como uma mensagem de texto oculto ou uma imagem de arquivo— para injectar um código que compromete ao dispositivo.

Entre os casos mais soados, em 2018, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman de Arabia Saudita "aparentemente enviou a Jeff Bezos, CEO de Amazon, uma mensagem de WhatsApp com um vídeo que promovia o mercado de telecomunicações de Arabia Saudita. Disse-se que tinha um código dentro do arquivo de vídeo que permitiu ao emissor extrair informação do iPhone de Bezos durante vários meses. O resultado foi a captura de mensagens de texto, mensagens instantâneas e correios eletrónicos".

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