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Teu próximo iPhone será mais caro: Apple antecipa subidas de preço por culpa dos chips

Segundo os analistas especializados, os novos telefones de Apple poderiam custar até 150 dólares mais que os iPhone 17

Juan Manuel Del Olmo

Un iPhone UNSPLASH

"As subidas de preço são inevitáveis". Assim de tajante se mostrou o presidente executivo de Apple, Tim Cook, numa entrevista concedida a The Wall Street Journal. A culpa tem-a o encarecimiento dos chips de cor e armazenamento provocado pela crescente demanda de infra-estruturas de inteligência artificial.

A situação com estes chips, tem declarado Cook, voltou-se "insostenible". "Precisamos que os preços e o fornecimento de cor voltem a níveis razoáveis para os produtos de consumo. Essa é a questão fundamental", tem acrescentado.

O preço do armazenamento multiplica-se por quatro

De acordo com as estimativas de The Wall Street Journal, os preços das memórias e do armazenamento multiplicaram-se por quatro desde que os gigantes tecnológicos começaram a elevar seus investimentos em inteligência artificial.

Tim Cook / DPA - ANDREJ SOLOLOW

Consequentemente, segundo a consultora Omdia, o preço médio dos smartphones aumentará um 20% a nível global em 2026, chegando a registar máximos históricos. Neste sentido, o analista Chiew Lhe Xuan tem declarado à BBC que os novos telefones de Apple poderiam custar até 150 dólares mais que os iPhone 17, ao melhorar suas especificações para integrar novas funções de IA.

As empresas priorizan a IA

Neste sentido, há que ter em conta que, para treinar um modelo de IA (como GPT-4, Gemini ou redes neuronales complexas), as empresas precisam processar milhares de milhões de parâmetros e dados de forma simultânea. Como a prioridade dos fabricantes de chips (Samsung, SK Hynix, Micron) é produzir memória para IA, já que resulta bem mais rentável, às vezes se reduz a produção de cor para computadores de consumo ou smartphones, o que eleva os preços globais.

Ademais, a capacidade de fabricar memórias HBM converteu-se num assunto estratégico para países como Estados Unidos, Coreia do Sur e Taiwán, tensando ainda mais o palco.

iPhone 17 / APPLE

Facturação de Apple

Apple obteve um benefício neto de 29.578 milhões de dólares (25.289 milhões de euros) entre os meses de janeiro e março, segundo trimestre fiscal para a companhia, o que representou um avanço de 19,4% em comparação com os ganhos contabilizados pela multinacional no mesmo período do exercício precedente.

"Apple orgulha-se de anunciar seu melhor trimestre de março até a data", declarou então Tim Cook, quem destacou que os rendimentos do iPhone tinham atingido um recorde no trimestre, graças à "extraordinária demanda do iPhone 17".