Em Andaluzia já tem começado a campanha de cultivos de primavera, e a Junta tem lançado a iniciativa 'Não cortes em verde', impulsionada junto a Hortyfruta para garantir que as sandías e os melones cheguem ao consumidor com o grau óptimo de maduración. Neste contexto, a organização agrária COAG tem reclamado que submeta também a um "controle rigoroso" as sandías e melones que procedem de países extracomunitarios, como Senegal.
"Não é coerente centrar todos os esforços em inspeccionar aos agricultores enquanto se permite a entrada de fruta de terceiros países sem o mesmo nível de exigência em controles de qualidade, etiquetado e condições de produção", tem indicado o responsável estatal de Frutas e Hortaliças de COAG e secretário provincial em Almería, Andrés Góngora.
Frutas que vêm de Senegal, Mauritania ou Brasil
A organização tem posto o foco na chegada de sandía procedente de Senegal, Mauritania ou Brasil em paralelo ao início da campanha almeriense.
COAG considera que estas importações estão a gerar uma situação de concorrência desleal que prejudica directamente aos produtores da província, já que introduzem no mercado fruta que "não cumpre" com os regulares de qualidade que se exigem à produção européia.
As empresas comercializadoras, assinaladas
A seu julgamento, o enfoque da campanha 'Não cortes em verde' deve se ampliar para além das explorações agrárias, porque são as empresas comercializadoras as que "em última instância, determinam o momento de corte e a saída do produto ao mercado".
"Temos conhecimento de que a sandía e o melón estão a chegar com péssima qualidade", sublinham.
Perspectivas para a campanha
Para a presente campanha 2025-2026, as previsões apontam a uma superfície de cultivo a mais de 10.000 hectares dedicados à sandía e quase 3.000 ao melón.
Para proteger a imagem destes cultivos como produtos de qualidade diferenciada, a organização colaborará activamente na campanha facilitando canais de comunicação e recordando os telefones habilitados pela Delegação de Agricultura para que tanto agricultores como consumidores possam alertar e denunciar possíveis irregularidades.