O ovo dispara-se e consolida-se como o grande motor da inflação alimentar: seu preço tem subido um 30,1 % no último ano, segundo o IPC de fevereiro. Enquanto, a fruta fresca também aperta o bolso no curto prazo, com um encarecimiento do 6,3 % em mal 30 dias.
Em conjunto, a categoria de alimentação e bebidas não alcohólicas regista uma subida anual do 3,2 %, duas décimas mais que no mês anterior. Por trás deste dado há um factor finque: a estabilidade de produtos como azeites, gorduras, pescado e marisco, que contrasta com as quedas que sim se produziram em fevereiro de 2025, tal e como tem assinalado o INE.
Em termos mensais, a cesta de compra-a se encarece um 0,6 %, empurrada principalmente pelo aumento de frutas, frutos secos, hortaliças, legumes e batatas.
Que sobe e daí baixa no último ano
Para além do ovo, outros produtos que seguem encareciéndose com força são a carne de vacuno (15 %), a de ovino (8,5 %), os legumes e hortaliças frescas (8,4 %) e o café, cacau e infusiones (7,5 %).
Não tudo sobe. Das 24 categorias analisadas, só cinco registam descensos: azeites e gorduras (-13,1 %), açúcar (-4,7 %), batatas (-1,3 %), pan (-0,5 %) e cereais (-0,2 %).
Que passa no curto prazo
No último mês, além do forte repunte da fruta fresca, os legumes e hortaliças também sobem (1,2 %), enquanto o resto de produtos com tendência inflacionista se mantém por embaixo do 1 %.
No lado contrário, baixam a carne de ovino (-1,6 %), a de porcino (-0,4 %), o pescado (-0,4 %), o açúcar (-0,4 %) e as batatas (-0,4 %). Os lacticínios também retrocedem ligeiramente (-0,2 %), com uma queda mais suave no leite (-0,1 %).
Panorama geral da inflação
A nível global, o IPC mantém-se no 2,3 % interanual em fevereiro, sem mudanças com respeito a janeiro. A inflação subjacente, no entanto, repunta uma décima até o 2,7 %.
Em termos mensais, o índice geral sobe um 0,4 %, enquanto o IPC harmonizado (IPCA) atinge o 2,5 %, uma décima mais que no mês anterior.
Radiografia da cesta de compra-a (fevereiro 2026)
Entre os dados mais destacados:
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Ovos: 30,1 % interanual
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Carne de vacuno: 15 %
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Legumes e hortaliças frescas: 8,4 %
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Fruta fresca: +6,3 % mensal
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Azeites e gorduras: -13,1 %
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Açúcar: -4,7 %