Após o verão, a pele costuma ser a primeira em pedir um pouco de atenção. Mais horas de exposição solar, calor, sal, cloro e mudanças nos hábitos de cuidado podem deixar o rosto mais seco, apagado e com uma textura menos uniforme. É então quando as mascarillas faciais se convertem num desses pequenos rituales capazes de devolver rapidamente à pele uma sensação de confort e luminosidade. E Mercadona acaba de levar ao supermercado uma das tendências cosméticas do momento: os exosomas.
A protagonista é a Exosome Mask de Deliplus, uma mascarilla facial de um sozinho uso que se comercializa por 1,75 euros. Seu nome liga directamente com o universo dos tratamentos regenerativos e da cosmética mais avançada, onde os exosomas levam vários anos ganhando protagonismo. No entanto, há um matiz importante: que uma mascarilla se denomine "Exosome Mask" não significa necessariamente que contenha exosomas como ingrediente principal, mas se um deles.
Que são os exosomas e por que se fala tanto deles no 'skincare'?
Os exosomas são pequenas vesículas que as células libertam para se comunicar entre si e que podem transportar diferentes moléculas. No âmbito da investigação dermatológica estuda-se seu potencial para intervir em processos relacionados com a regeneração dos tecidos, a produção de colágeno e elastina, a inflamación e determinados signos do envejecimiento.
Daí que tenham passado dos laboratórios e da medicina estética a se converter num dos grandes reclamos da cosmética antiedad. A promessa resulta especialmente atraente: ajudar a que uma pele danificada ou envelhecida tenha um aspecto mais uniforme, hidratado e firme. Uma fórmula que a marca Weleda já replicou mas a quase o triplo do preço da de Mercadona.
Mas a realidade é algo mais complexa. Os estudos sobre exosomas aplicados à pele são ainda relativamente recentes e existem diferenças importantes entre os produtos segundo a origem e a forma na que se obtêm e processam. Por isso, não todas as fórmulas que utilizam o termo "exosomas" podem se considerar equivalentes a um tratamento profissional, ainda que se se considerar um cosmético inovador como o mist facial que já sacou a corrente a princípios de verão com este tipo de ingredientes.
A alternativa de Mercadona: económica e eficaz
E aí está precisamente o interessante da proposta de Deliplus. A nova mascarilla introduz à consumidora nesta tendência sem obrigá-la a pagar os preços das fórmulas mais sofisticadas. Na apresentação do produto destacam o xilitol e a vitamina B3, dois ativos bem mais familiares dentro da cosmética convencional.
A vitamina B3, também conhecida como niacinamida, é um dos ingredientes mais versáteis do cuidado facial: utiliza-se em produtos destinados a melhorar a barreira cutánea, manter a hidratación e favorecer uma aparência mais uniforme. O xilitol, por sua vez, incorpora-se a formulações cosméticas por sua capacidade de contribuir à manutenção da hidratación.
Por tanto, a mascarilla de Mercadona não deve se entender como um substituto dos tratamentos profissionais com exosomas, sina como uma versão bem mais acessível de uma tendência que até agora associávamos a produtos premium e tratamentos de cabine como as mascarillas de Unicskin ( agora rebajada no Corte Inglês) ou a E-50 da clínica estética de Carmen Navarro.
O momento perfeito: após o verão
Sua chegada resulta especialmente oportuna porque o final do verão é um dos momentos nos que mais interessa mimar a pele. A radiação ultravioleta é um dos principais factores externos relacionados com o fotoenvejecimiento e pode contribuir ao aparecimento de sequedad, perda de luminosidade, irregularidade da textura e manchas.
Uma mascarilla hidratante pode ser um bom complemento para recuperar a sensação de confort após semanas de sol. Também pode contribuir um efeito imediato de pele mais jugosa e luminosa, algo que procuramos especialmente quando o rosto aparece apagado depois das férias.
Isso sim, convém pôr expectativas realistas. Uma mascarilla não pode consertar por si sozinha o dano solar nem apagar arrugas ou manchas, e também não substitui a fotoprotección. Para combater o fotoenvejecimiento, o gesto fundamental continua sendo utilizar protetor solar de amplo espectro de maneira habitual. O que sim pode fazer esta mascarilla é converter o cuidado posterior ao verão num ritual singelo, económico e fácil de incorporar à rotina. E esse é, provavelmente, seu maior atractivo.
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