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Adif move ficha para cobrar mais a Renfe, Iryo e Ouigo pelo uso da vias

O gestor ferroviário prepara uma revisão dos recargos que cobra por usar a rede, uma mudança que pode elevar os custos de Renfe, Iryo e Ouigo para circular

Ana Siles

Trenes de Renfe, Iryo y Ouigo en la estación de Chamartín ADIF

Viajar em comboio em Espanha pode encarecerse em médio prazo. Adif tem posto em marcha a revisão dos recargos que aplica aos operadores ferroviários por utilizar a rede, um movimento que antecipa uma subida dos custos que pagam Renfe, Iryo e Ouigo por circular pelas vias de alta velocidade.

O gestor ferroviário tem iniciado já os trâmites para redesenhar este sistema de recargos, que se soma ao canon base que abonan as companhias por usar a infra-estrutura. Para isso, tem sacado a licitação um contrato de 1,6 milhões de euros com o que procura uma consultora que lhe ajude a redefinir o modelo e justificar as mudanças ante reguladores e operadores.

Adif prepara um novo sistema de recargos

Desta forma, Adif arma-se para realizar uma mudança na estrutura atual das tarifas dos recargos, sobretudo tendo em conta as previsíveis queixas dos operadores, principalmente de Iryo e Ouigo, que pedem continuamente uma baixada das tarifas.

Pessoal de Adif na estación de comboios de Santa Justa de Sevilla / Francisco J. Olmo - EP

Neste sentido, a empresa pública assinala nos editais que qualquer mudança que se faça terá em conta quatro aspectos fundamentais, entre eles os relatórios realizados pela Comissão Nacional dos Mercados e a Concorrência (CNMC), que é o que regula os cánones que Adif propõe.

A CNMC e Bruxelas marcarão os limites

Além da CNMC, terá em conta que o recarrego seja asumible pelo mercado, salvaguardar a própria sustentabilidade da empresa e as comunicações transladadas também pela Comissão Européia.

O estudo encarregado, que ter-se-á que apresentar num prazo não superior aos 8 meses desde a adjudicação, actualizará a estrutura das tarifas dos recargos para o horário de serviço 2028/2029, ainda que também incluirá um rastreamento do mercado para os seguintes três exercícios.

Os custos que Adif pretende recuperar

Ainda que a subida propõe-se sobre os operadores e não directamente sobre o viajante, não seria estranho que a mudança puediera acabar se transladando ao aprecio final dos bilhetes.

Entre os custos que Adif pode recuperar mediante os recargos ao canon básico se encontram as despesas financeiras, os custos de reposição correspondentes à plataforma, túneis, pontes, via, edifícios e meios utilizados para a manutenção e conservação e todos os custos necessários para um desenvolvimento razoável destas infra-estruturas.