A fraude elétrica dispara-se em Espanha: detectam mais de 8 casos a cada hora
Endesa critica "um marco penal comparativamente mais laxo" em Espanha para combater este delito, que teria tido "um efeito disuasorio muito limitado"
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Os "enganches ilegais" ao sistema elétrico converteram-se num desafio para o sistema energético. As conexões ilícitas não cumprem nenhum regulamento técnico, o que erosiona a qualidade do fornecimento e pode incrementar o risco de incêndios e explosões.
Tal e como explica Iberdrola em sua página site, as sanções estabelece a lei são muito contundentes. A multa por enganche de luz depende da quantidade defraudada, mas o regulamento permite facturar o equivalente a utilizar a potência máxima da instalação sem interrupción (as 24 horas do dia) durante um período que pode abarcar até o último ano completo.
Que envolvimentos tem engancharse à luz de forma ilegal
Além deste custo em conceito de energia, o expediente administrativo de um enganche ilegal de luz implica assumir as despesas de regularización, os custos de reparo dos danos causados na rede pública e as penalizações adicionais que possa fixar um juiz em caso de chegar aos tribunais.

Com tudo, apesar das repercussões económicas e os riscos associados, a fraude elétrica não deixa de crescer: Endesa tem detectado 72.700 fraudes elétricas em 2025, o que supõe a cifra mais alta do último lustro e um aumento de 1.700 casos com respeito ao ano anterior. Também é o equivalente a 200 fraudes ao dia ou mais de oito fraudes à hora.
Que efeitos tem a fraude elétrica
Asimsimo, nos últimos cinco anos a fraude elétrica detectado por Endesa equivale ao consumo anual a mais de um milhão de lares, comparável com a soma dos lares existentes em Barcelona e Sevilla, o que "evidência a magnitude de um problema que põe em risco a segurança física das pessoas, deteriora a qualidade do fornecimento elétrico e encarece a factura de todos os consumidores", afirma a companhia.
Nesse mesmo período (entre 2021 e 2025, coincidente com um notável incremento na factura), a filial de redes de Endesa, e-distribuição, fechou mais de 320.000 expedientes por manipulações da rede de distribuição, com o que recuperou mais de 3.750 GWh.
Plantações de maconha, primeiro problema
De acordo com a companhia, um dos principais causantes destas fraudes são as plantações de maconha instaladas em andares e naves, que se enganchan à rede de forma ilegal, realizam grandes consumos de electricidade as 24 horas do dia e colapsan a infra-estrutura elétrica da zona.

Assim, em 2025 se desmantelaram umas 1.850 instalações de interior ('indoor') -a cada uma consome o mesmo que 80 moradias- para o cultivo de cannabis, o que implicou recuperar 182,7 milhões de KWh de energia, segundo dados de Endesa, que o qualifica de "problema crescente" e avisa de que também se contabilizaram nesse ano 58 casos de agressões quando seus empregados realizavam trabalhos para desmantelar fraudes.
Denúncias anónimas
Quanto às denúncias anónimas cidadãs, assinala que estas derivaram em 22.000 inspecções, que permitiram actuar em ao redor de 6.000 fornecimentos com perda de energia.
Por último, Endesa aponta a "um marco penal comparativamente mais laxo" em Espanha para combater este delito, que teria tido "um efeito disuasorio muito limitado", mas "valoriza o recente endurecimento de penas para o delito de defraudación de fluído elétrico nos casos vinculados a cultivos de maconha".
Modificações legais
O gigante energético, que em 2025 registou um recorde de benefícios, faz referência à recente entrada em vigor da Lei Orgânica 1/2026, em matéria de multirreincidencia, pela que se modifica o Código Penal e se incorpora um subtipo agravado para este delito.

Esta reforma, que endurece as sanções e prevê penas de prisão de seis a 18 meses ou multas de 12 a 24 meses, representa "um avanço respeito do marco anterior para abordar um problema especialmente grave em determinadas zonas de Espanha", sustenta.
