O pagamento a prazo vive um período de crescimento sustentado em Espanha. A penetração das soluções de pagamento fraccionado tem deixado de ser uma opção pontual de financiamento bancário para converter num hábito de consumo habitual. Tanto é de modo que, com custa-a de setembro, um da cada quatro espanhóis tem previsto usar alguma modalidade de fraccionamiento de compras pela acumulação de despesas.
Assim se desprende de uma encuesta elaborada por Aplazame, que reflete que as equipas eletrónicas são os que mais se pagam a prazo. A seguir, aparecem o material escolar, com um 12,7%; a formação e as matrículas, com um 10,8%; e a moda e o calçado, com um 9,8%. As viagens ou deslocações representam o 6,5% e os artigos desportivos, o 2%.
Pagar a prazo para distribuir melhor as despesas
A principal razão para recorrer ao adiamento é distribuir melhor as despesas ao longo do mês, mencionada pelo 39,9% dos interrogados. Segue-lhe a possibilidade de enfrentar compras de custo elevado, com um 22%. Outro 13,8% utilizá-lo-ia para aproveitar promoções ou facilidades de pagamento; o 13,4%, para fazer frente a imprevistos, e o 9,5% para evitar reduzir suas poupanças.
Segundo a encuesta de Aplazame, o 63% dos consultados considera que setembro é um dos meses com maior impacto económico no lar. Mais especificamente, o 40,3% prevê gastar um extra superior aos 500 euros durante setembro: um 27,4% calcula que desembolsará entre 500 e 1.000 euros e um 12,9% superará essa última cifra.
Uma nova via de financiamento
Tal e como explicou o Banco de Espanha, para o cliente, o pagamento a prazo supõe uma nova via de financiamento, bem bancária ou bem à margem da banca tradicional, que pode ajudar a organizar tuas finanças, podendo adquirir produtos que um precisa sem ter que deixar a conta em descoberto e assumir os custos que isso gera.
"Comprar e pagar depois é muito tentador, mas pode fomentar compra-a impulsiva, e por isso há que pôr sensatez para não terminar endeudándose em excesso. Tarde ou cedo terás que pagar essas pequenas dívidas e se podem acumular", advertem.
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