A euforia futebolística não só se viveu nas ruas e os bares, também se fez notar na cesta da compra. Segundo a última análise da consultora NIQ, o consumo de alimentos e bebidas nos lares espanhóis experimentou um impulso de 5% durante as duas últimas semanas do Mundial de Futebol, coincidindo com as fases mais decisivas do torneio.
Ainda que a competição (celebrada de 11 de junho ao 19 de julho) arrancou com um comportamento moderado nas estanterías, o interesse e compra-las no sector do grande consumo foram-se acelerando à medida que Espanha avançava as rodadas, concentrando no trecho final o maior impacto económico nos supermercados.
Rapidez e consumo em grupo para ver o futebol
As categorias mais vinculadas à conveniência, a rapidez de preparação e o consumo em grupo encabeçaram esta evolução. Destacaram especialmente os platos cozinhados e precocinados, que registou, nessas duas semanas, uma subida em volume de 10,9%.
Assim, entre os platos preparados, o consumo de sushi aumentou um 16,6%; as pizzas refrigeradas subiram um 15,2%; a tortilla preparada fazer um 11,8% e os produtos panificados avançaram um 11,3%.
Mais congelados, bebidas e queijos
Por sua vez, os produtos congelados registaram um incremento de 10,6%. Dentro desta categoria, os artigos mais procurados foram os gelos (a demanda subiu um 18%) e as bases de pizza, cuja demanda se disparou um 27,1%.
Isto é o que custam as bases de pizza congeladas em cinco grandes supermercados:
- Em Mercadona, a carteira com três bases de pizza "artesanas extrafinas e estaladiças" (de 140 gramas a cada uma) custa 1,80 euros
- Em Carrefour, a carteira com três bases de pizza "artesanas extrafinas" (125 g) custa 1,60 euros
- Em Dia, o preço da carteira com 3 bases de pizza (140 g) sobe até 1,79 euros
- Eroski, por sua vez, vende uma carteira com sozinho duas unidades (de 150 g a cada uma) por 1,29 euros
- Consum comercializa uma carteira com três unidades de bases de pizza dA Menina do Sur, um fabricante que produz para vários supermercados
As bebidas isotónicas ganham a partida à cerveja
Por sua vez, o sector de bebidas cresceu um 8,5% em volume. Neste âmbito, a demanda lideraram-na as isotónicas, com um incremento de 18,3%; seguidas pelo água sem gás, com um 10,4%; o bitter com um 9,3%; a cerveja um 8% e, por último as bebidas de bicha, com um 7,5 %.
Por sua vez, a categoria de queijos avançou um 5,5%, enquanto sectores como os derivados lacticínios o fizeram num 4,5%, as conservas num 4,3% ou a charcutería um 2,5%.
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