A falta de poucas semanas para o início do verão, o Conselho Geral de Enfermaria tem alertado sobre os "riscos sanitários" vinculados à utilização dos 'sprays' nasales bronceadores, "uma prática viral em redes sociais que causa cefaleas e hipertensión".
Estes artigos prometem "um tono moreno rápido sem avisar de possíveis efeitos adversos".
Uma tendência que pode causar náuseas, fadiga e vómitos
Mais especificamente, desde a Unidade de Cultura Científica do Instituto de Investigação Enfermaria desta corporação sanitária advertiu-se de "os perigos de deixar-se levar por esta tendência", pelo que se recordou "a importância de tomar decisões em saúde baseadas na evidência científica".
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Caso contrário, e em relação com estes dispositivos, existe risco de outros problemas, como náuseas, fadiga e vómitos.
A validação social desloca à saúde
"Não todo o que se compartilha tem respaldo científico e, em temas de saúde, isso pode acabar passando factura", tem afirmado o divulgador científico da citada Unidade, Héctor Nafría. Este experiente tem acrescentado que, "quando a validação social pesa mais que a evidência, a saúde fica em segundo plano".
"'Influencers', pressão pelo bronceado e conteúdo viral estão a empurrar práticas sem garantias e aí é onde a desinformación encontra terreno fácil", tem sustentado.
Substâncias que não estão aprovadas
Por sua vez, a enfermeira especializada em dermoestética e divulgadora em fotoprotección, Alba Belastegui, tem advertido de que "muitos destes aerosoles, comercializados de forma ilegal e com frequência disfarçados com aromas agradáveis, contêm melanotan, uma substância que imita a acção da hormona estimulante dos melanocitos".
"Este composto não está aprovado pela Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS) nem por outros organismos reguladores internacionais", tem aseverado.
Princípio ativo não regulado
Neste contexto, desde o Conselho Geral de Enfermaria têm indicado que "a inalação desta substância introduz no organismo um princípio ativo não regulado, sem controle de dosificação nem garantias de pureza, provocando efeitos sistémicos que já se estão a documentar na prática clínica".
"O uso destes dispositivos se correlacionan com episódios de hipertensión arterial grave, cefaleas persistentes, fadiga extrema, bem como quadros recorrentes de náuseas e vómitos", tem listado o também membro da associação científica Secudemn.
Mudanças nos lunares
"Desde o âmbito dermoestético e dermatológico, observamos com máxima preocupação como a estimulação artificial e descontrolada da melanina provoca mudanças atípicos na morfología, a pigmentación e o tamanho dos lunares preexistentes", tem continuado, para acrescentar que "esta actividade displásica não só dificulta o diagnóstico precoz de patologias oncológicas, sina que supõe um risco celular inasumible".
A julgamento de Belastegui, "o bronceado saudável não existe". "A mudança de tom de pele é uma resposta de auxílio de nosso organismo em frente ao dano no DNA celular provocado pela radiação ultravioleta", tem explicado, para agregar que "tentar replicar este processo mediante vias químicas sistémicas e ilegais é uma imprudencia".