Suplantan a Lidl com ofertas falsas para roubar a clientes

O Incibe activa uma alerta ante uma onda de lojas on-line fraudulentas que imitam à corrente de supermercados utilizando ganchos em WhatsApp e buscadores

Clientes entran a un supermercado de Lidl   Eduardo Parra   EP
Clientes entran a un supermercado de Lidl Eduardo Parra EP

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A Policia civil e o Instituto Nacional de Ciberseguridad (Incibe) têm lançado uma alerta por uma nova campanha de fraude on-line que suplanta a loja oficial de Lidl mediante páginas site falsas que oferecem supostos produtos com grandes descontos. O objectivo dos ciberdelincuentes é conseguir dados pessoais e bancários das vítimas e cobrar compras inexistentes.

O aviso tem sido catalogado com um nível de importância alto devido ao alcance da campanha e ao número de utentes que poderiam se ver afectados.

A fraude que suplanta a Lidl

Segundo explica o Incibe, os delinquentes estão a difundir anúncios patrocinados em buscadores e mensagens através de aplicativos como WhatsApp para redirigir aos utentes a páginas fraudulentas que imitam a aparência do site oficial de Lidl.

Nestes lugares anunciam-se produtos muito demandados a preços anormalmente baixos para gerar sensação de urgência e atrair às vítimas. Uma vez dentro, o utente introduz seus dados pessoais e bancários pensando que está a realizar uma compra real. "Querem que realizes uma compra falsa para conseguir teus dados pessoais e bancários e se combinar com teu dinheiro sem te enviar nada", explica a Policia civil.

Como identificar um site falso de Lidl

Os especialistas recomendam extremar as precauções se aparecem ofertas demasiado atraentes ou descontos pouco creíbles. Alguns sinais de alerta são URLs estranhas ou diferentes à oficial, preços excessivamente baixos, erros ortográficos ou desenhos pouco profissionais, mensagens de urgência para comprar rapidamente e enlaces recebidos por WhatsApp ou redes sociais.

Dantes de comprar, é recomendável aceder sempre directamente desde a página oficial da marca e evitar entrar mediante enlaces compartilhados por terceiros.

Que fazer se tens entrado numa página fraudulenta

Incibe recomenda recopilar provas e bloquear os anúncios ou enlaces suspeitos se o utente tem acedido a estas páginas mas não tem facilitado informação pessoal nem bancária.

Em caso de ter realizado uma compra ou introduzido dados, o organismo aconselha actuar de imediato:

  1. Contactar com a Linha de Ajuda em Ciberseguridad de Incibe.
  2. Avisar ao banco para bloquear possíveis operações fraudulentas.
  3. Guardar capturas, correios e justificantes como provas.
  4. Apresentar uma denúncia ante Polícia Nacional ou Policia civil.
  5. Mudar as senhas comprometidas.
  6. Activar a autenticação em dois passos.
  7. Vigiar possíveis filtragens de dados mediante egosurfing.