Madri prepara-se para receber uma das grandes citas musicais do ano. Bad Bunny actuará no Riyadh Air Metropolitano nos dias 30 e 31 de maio e 2, 3, 6, 7, 10, 11, 14 e 15 de junho, numa série de dez concertos que atrairão a centos de milhares de pessoas à capital.
A presença do artista puertorriqueño não só terá repercussão no estádio, sina também na actividade económica da cidade. Bares, restaurantes, cafeterias, hotéis, transporte e serviços associados notarão o efeito económico de uma agenda de concertos que converterá Madri num ponto de encontro para seguidores chegados de diferentes lugares dle mundo.
Gira-a de 10 concertos de Bad Bunny em Madri: 28 milhões em restauração
Segundo as previsões de Hotelaria de Madri, o impacto económico destes concertos em bares, restaurantes e cafeterias poderia situar-se entre os 14 e os 28 milhões de euros. A estimativa baseia-se numa assistência total aproximada de 500.000 pessoas durante o conjunto de actuações.
Ademais, calcula-se que ao redor de 40% dos assistentes procederá de fora da Comunidade de Madri. Este dado resulta especialmente relevante, já que muitos visitantes consumirão em estabelecimentos de restauração dantes e após os concertos, além de realizar despesa em alojamento e deslocações.
Jovens, grupos e consumo rápido
O perfil do público também ajuda a explicar o impacto previsto. Boa parte dos assistentes pertence à geração Z e a jovens millennials, com uma forte presença de seguidores latinos e hispanohablantes. Trata-se de um tipo de público que costuma organizar a viagem em grupo e que realiza um consumo concentrado em poucas horas.
@policiademadrid 🎵Já chega a temporada de concertos ao #Metropolitano ➡️Entre eles 10 de #badbunny com cheio absoluto . 🎤Se tens pensado ir algum deles: . 👀Olha este vídeo, estes conselhos ser-te-ão muito úteis para que nesse dia só te preocupes de desfrutar . . . #LaPolicíaDeTuCiudad #PoliciaMunicipalMadrid #PMM ♬ som original - Polícia Municipal de Madri
A despesa média diário por pessoa em restauração poderia mover-se entre os 20 e os 40 euros, especialmente em food trucks ou locais de comida rápida, estabelecimentos de preço médio e restaurantes próximos às zonas de maior trânsito. Ao multiplicar essa cifra pelo volume de assistentes esperado, o resultado é um importante impulso para o sector hostelero madrileno.
A Polícia pede planejamento para evitar colapsos e aglomerações
A magnitude dos concertos também obriga a reforçar as recomendações de segurança. A cada noite, o meio do Metropolitano reunirá a dezenas de milhares de pessoas, com entradas escalonadas, bichas, deslocações em massa e saídas concentradas ao finalizar o espectáculo.
Por esse motivo, a Polícia tem difundido uma campanha dirigida especialmente aos jovens, aos menores e a quem vão pela primeira vez a um macroconcierto. O objectivo é evitar problemas habituais neste tipo de eventos, como aglomerações, colapsos nos acessos, perdas de acompanhantes ou situações de risco durante a saída.
Festa, mas com normas
A mensagem das autoridades faz questão de que desfrutar do concerto não significa esquecer as normas básicas de convivência. A campanha recorda a importância de seguir as indicações dos agentes, respeitar os acessos sinalizados e actuar com responsabilidade durante toda a jornada.
Não se trata de frear o ambiente feriado nem de assinalar aos fãs, sina de prevenir incidentes num contexto de grande concentração de público. A recomendação principal é planificar antecipadamente como chegar, onde combinar com o grupo e daí fazer ao terminar o concerto.
O Metro, a melhor alternativa para chegar ao estádio
Um dos conselhos mais repetidos é utilizar o transporte público. A Polícia recomenda ir ao estádio em Metro, já que a linha 7 conta com uma parada específica junto ao Riyadh Air Metropolitano. Esta opção permitirá evitar atascos, problemas de estacionamento e atrasos nos acessos.
O recinto dispõe de vários pontos primeiramente e saída vinculados ao Metro. Um deles se encontra baixo o próprio estádio e funcionará para a chegada e a saída de viajantes. Ademais, habilitar-se-á outro acesso unicamente como saída ao final dos concertos, pensado para agilizar o desalojo de milhares de pessoas em pouco tempo.
Reforço de autocarros, táxis e VTC
Além do Metro, está previsto reforçar determinadas linhas de autocarro e organizar zonas específicas para táxis e veículos VTC. Estes espaços estarão pensados para ordenar a saída do público e evitar que todos os assistentes se concentrem nos mesmos pontos.
A recomendação geral é sair com paciência, seguir os itinerarios marcados e evitar deslocar-se de forma improvisada por zonas saturadas. Em eventos desta dimensão, uns minutos de espera podem facilitar uma saída bem mais segura e fluída.
Estacionar sem reserva será complicado
A advertência mais clara vai dirigida a quem pretendam ir em carro privado. Os estacionamentos próximos ao estádio funcionarão com reserva e pagamento prévio, pelo que só poderão os utilizar quem tenham contratado uma praça antecipadamente. A polícia madrilena adverte de que todas as zonas de estacionamento colindantes são zona azul, pelo que implicará a necessidade de pagar por minutos estacionados.
Chegar sem reserva suporá, quase com segurança, ficar sem lugar, dar voltas pelo bairro e contribuir a aumentar o tráfico numa zona já muito pressionada. Por isso, as autoridades recomendam deixar o carro em casa se não se dispõe de estacionamento confirmado.
Os hotéis também se beneficiam
O efeito Bad Bunny também se está a deixar notar no alojamento. Madri situou-se como primeiro destino de turismo urbano nacional na primeira quincena de junho, segundo informam desde a plataforma Atrapa-o, entre o 30 de maio e o 15 de junho, período que coincide com os concertos do artista na capital.
Durante essas datas, a cidade concentra o 23% das reservas de alojamento registadas na plataforma. Na semana do 1 ao 7 de junho reúne o 45% das reservas madrilenas, enquanto na segunda semana atinge o 33%.
Preços ao alça e viagens curtas
À demanda gerada pelos concertos suma-se a visita do Papa León XIV, outro acontecimento que coincide com parte dessas datas e que reforça a pressão hoteleira. O preço medeio por noite durante o período situa-se em torno dos 201 euros, ainda que sobe até os 229 euros na primeira semana de junho e ronda os 217 na segunda.
A estadia média é breve, de aproximadamente 1,19 noites, o que indica que muitos visitantes viajarão a Madri com um objectivo principal: assistir ao concerto e regressar pouco depois. Ainda assim, o impacto económico será notável para uma cidade que voltará a combinar música, turismo e consumo em mal duas semanas.