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A guerra em Oriente Próximo golpeia a Inditex e força o fechamento de lojas de Zara

No meio da tensão geopolítica, a empresa desvela umas cifras espetaculares, atingindo umas vendas totais de 39.864 milhões de euros

Ana Carrasco González

Manifestantes protestan frente a una tienda de Inditex por la guerra de Israel Kike Rincón EP

O conselheiro delegado de Inditex, Óscar García Maceiras, tem abordado nesta quarta-feira a situação da companhia em Oriente Próximo durante a conferência de apresentação de resultados. Segundo tem detalhado o diretor, a instabilidade na região provocou o fechamento temporário de algumas de suas lojas durante a semana passada.

Para os compradores habituais de marcas estrela do grupo como Zara, Pull&Bear, Stradivarius, Bershka, Massimo Dutti ou Oysho, a notícia tem sido um ponto de atenção. No entanto, García Maceiras tem aclarado que a situação se está a estabilizar e que, a dia de hoje, "a grande maioria dos estabelecimentos estão actualmente abertos".

Monitorização constante e apoio às equipas

O grupo têxtil não está a operar às cegas na zona. A companhia tem explicado que sua presença em Oriente Próximo se gere através de uma sólida rede de franquiciados.

O conselheiro delegado de Inditex, Oúscar García Maceiras / Marechal - EFE

Nestes momentos de incerteza, Inditex assegura estar a monitorar a situação "muito de perto", mantendo um contacto estreito e prestando todo o apoio necessário a suas equipas locais sobre o terreno.

Cifras de recorde que blindam ao império de Zara

Apesar dos reptos geopolíticos internacionais, o modelo de negócio de Inditex demonstra uma resistência férrea. Durante a mesma apresentação, a matriz de Zara tem desvelado umas cifras espetaculares, atingindo umas vendas totais de 39.864 milhões de euros.

A diversificação geográfica do grupo é, precisamente, o que lhe permite amortecer o impacto de crises regionais.

Como se reparte o pastel das vendas de Inditex a nível mundial?

Europa (excluindo Espanha) segue sendo seu principal motor, contribuindo o 51,3 % das vendas. Por sua vez, América representa o 17,8% do total de rendimentos. Em Espanha, o mercado local mantém-se como um pilar fundamental, gerando o 15,9 % da facturação. Ásia e o resto do mundo contribuem o 15% restante.

A fortaleza do grupo em Europa e América compensa com cresces as turbulências que possam surgir em outros mercados, consolidando a Inditex como um dos líderes do fast fashion a nível global.