Já seja pela meteorologia adversa, as greves, a falta de pessoal ou a saturação do tráfico aéreo, a realidade é que o primeiro trimestre de 2026 tem sido acidentado para os viajantes. Quase nove milhões de passageiros em Espanha sofreram as consequências de atrasos ou cancelamentos em seus voos, tal e como reflete uma análise de AirHelp.
Mais especificamente, aproximadamente um da cada três voos (34,4%) foi atrasado ou cancelado. Estes dados refletem um "grave" empeoramiento do tráfico aéreo no país com respeito ao ano anterior, quando a cifra de viajantes afectados foi a metade, isto é, 4,6 milhões.
Que aeroportos são os mais afectados
Quanto às zonas mais e menos afectadas, por aeroportos a mais de 200 voos mensais programados, os passageiros que saíram desde Astúrias foram os mais afortunados, já que o 81,6% saíram em hora. Seguem-lhe os aeródromos de Granada-Jaén e o de Ibiza, com uma taxa de pontualidade de 79,7% e 74,6%, respectivamente.
Pelo contrário, os passageiros dos aeroportos dA Palma (36,8%), Santiago de Compostela (44,3%) e Ceuta (47,2%) registaram as piores percentagens de pontualidade. No caso de Madri e Barcelona, os grandes núcleos que concentram o tráfico aéreo, só o 66,3% dos voos descolou em hora desde a capital e o 68,9% no caso da Cidade Condal.
Regular os direitos dos passageiros
Neste contexto, AirHelp denúncia que, apesar da impuntualidad, o número de viajantes com direito a indemnização só foi de 185.000 passageiros. Por isso, considera necessário recordar a importância de contar com um regulamento que regule os direitos dos passageiros, regulamento que, ademais, se encontra actualmente em revisão na União Européia.
Com a regulação vigente, os passageiros têm direito a uma indemnização de até 600 euros em caso de atrasos superiores a três horas na chegada a destino, cancelamentos sem aviso prévio dentro dos 14 dias anteriores à data de saída ou denegação de embarque por overbooking imputable à aerolínea. Não obstante, esta compensação depende do motivo da interrupção do voo.