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O dinheiro procura refúgio: o ouro e a prata marcam recordes nunca vistos

O ouro roza os 4.640 dólares e a prata supera pela primeira vez os 91, impulsionados pela tensão geopolítica e o choque entre Trump e a Fed

Consumidor Global

oro

Novo golpe de ascensão do ouro e a prata. Ambos metais preciosos têm voltado a romper recordes durante a madrugada desta quarta-feira, impulsionados pelo aumento da incerteza global, as tensões geopolíticas e o confronto aberto entre o presidente de Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell.

Segundo dados de Bloomberg, o ouro —ativo tradicionalmente conceituado refúgio em momentos de instabilidade— atingiu às 6:03 horas desta terça-feira (5:03 GMT) os 4.639,62 dólares, depois de subir mais de 1%, superando assim o máximo histórico registado no dia anterior nos 4.634,55 dólares.

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Recorde depois de recorde

A prata também tem marcado uma meta sem precedentes. Às 5:15 horas (4:15 GMT), o metal precioso superou pela primeira vez em sua história a cota dos 91 dólares, até situar-se nos 91,55 dólares, com um repunte superior ao 4%. Este avanço deixa atrás o anterior máximo, fixado em 89,11 dólares na sessão prévia.

O analista de XTB Manuel Pinto assinala que a escalada do preço de ambos metais nos últimos meses responde a uma "sucessão de acontecimentos políticos que têm incrementado de forma generalizada a incerteza e a tensão a nível global", junto com umas crescentes expectativas de inflação.

Mais tensão, mais refúgio

A este palco somou-se recentemente a ofensiva de Donald Trump contra Jerome Powell, um factor que tem acrescentado pressão aos mercados. No caso da prata, Pinto destaca ademais o impacto positivo dos últimos dados de inflação de Estados Unidos, conhecidos nesta terça-feira, que têm reforçado o atractivo do metal como ativo de protecção em frente à perda de poder adquisitivo.

O presidente de Estados Unidos, Donald Trump / EUROPA PRESS