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Que fazer se teu comboio está cancelado pelo descarrilamiento em Adamuz: devoluções e alternativas

Depois da tragédia ferroviária e o corte de vias, explicamos-te teus direitos: desde o reembolso íntegro até o pagamento de hotéis e autocarros se a companhia não responde em 100 minutos

Ana Carrasco González

Numerosos pasajeros esperan en la estación de Santa Justa, Sevilla, este lunes 19 de enero Jose Ma

O trágico acidente ferroviário ocorrido neste domingo em Adamuz (Córdoba) tem conmocionado ao país e tem provocado a suspensão total da circulação de comboios de alta velocidade entre Madri e Andaluzia durante toda esta segunda-feira. Ante o caos gerado em estações como Atocha, Santa Justa ou María Zambrano, Facua tem lançado um aviso urgente recordando os direitos que assistem aos milhares de viajantes afectados de Renfe, Iryo e Ouigo.

A organização de consumidores, que tem transladado seus condolencias às famílias das vítimas mortais, tem destacado o "extraordinário trabalho" dos serviços sanitários, a Unidade Militar de Emergências (UME), bombeiros, forças de segurança e voluntários, bem como a solidariedade dos vizinhos de Adamuz e municípios próximos.

Direito a devolução ou transporte alternativo

Segundo o regulamento vigente, a decisão de Adif de suspender o tráfico activa automaticamente a protecção ao utente.

Ante eles, o viajante tem duas opções principais:

  • Devolução íntegra: podes solicitar o reembolso total do custo do bilhete se decides não viajar.
  • Transporte alternativo: tens direito a que a companhia te ofereça uma alternativa (autocarro, avião ou outro comboio) para chegar a teu destino o dantes possível ou numa data posterior que te convenha.

A regra dos 100 minutos: quando podes contratar teu próprio transporte

Este é um ponto finque que muitos utentes desconhecem. Segundo o artigo 18 do Regulamento (UE) 2021/782, se a companhia ferroviária não te oferece uma solução de transporte num prazo de 100 minutos desde a hora prevista de saída, "o passageiro tem direito a contratar por sua conta um transporte alternativo (como um autocarro) e a companhia está obrigada a abonarle o custo posteriormente".

Também podes o fazer se a empresa te autoriza expressamente a comprar tu mesmo o bilhete alternativo.

Alojamento e comidas

Para aqueles viajantes que se tenham ficado "atirados" tentando regressar a seus domicílios depois de cancelamentos, as companhias devem facilitar alojamento e manutenção enquanto se gere o transporte alternativo.

No caso de que a companhia não te tenha facilitado hotel e tenhas tido que o pagar tu, guarda a factura. Tens direito a reclamar o custo íntegro segundo o artigo 20.2b do regulamento europeu.

A luta contra os bulos e a desinformación

Para além do caos logístico, a organização tem instado aos cidadãos a "não dar pábulo aos bulos" difundidos em redes sociais, que asseguram que o acidente se deve a uma falta de manutenção por parte do Governo.

Neste sentido, cabe recordar que a via onde se produziu o descarrilamiento recebeu um investimento de 700 milhões de euros e que as obras finalizaram faz mal oito meses. Por sua vez, Iryo tem informado de que o comboio acidentado foi fabricado em 2022 e passou sua última revisão na semana passada.

Assistência às vítimas

Para os familiares das vítimas e feridos graves, activa-se o Real Decreto 627/2014, que obriga a Iryo e Renfe a:

  1. Cobrir o transporte de ao menos três familiares até o lugar do acidente e seu regresso.
  2. Pagar seu alojamento e comida durante o tempo necessário para os labores de resgate e identificação.