O problema da moradia segue asfixiando a vida de milhões de espanhóis. O preço da moradia de segunda mão em Espanha subiu um 17,4% interanual em maio, até situar numa média de 3.092 euros por metro quadrado, o que supõe superar máximos por terceira vez no que vai de ano, depois de registar um leve incremento de 0,1% nos últimos 30 dias, segundo dados do Índice Imobiliário Fotocasa.
Neste contexto, o Conselho Económico e Social (CES) recorda que o preço da moradia funciona como um "buraco negro" que "se come toda a melhora de rendimentos das famílias". Segundo o presidente do CES, Antón Costas, trata-se de um problema de "magnitude excepcional" que tem pillado a "todos os países" e para o que ainda "não há resposta" na magnitude requerida.
Moradias vendidas em tempo recorde
Ademais, muitas moradias voam. Os fundos e grandes proprietários aceleram o processo porque são muito eficientes e agressivos comprando, mas o principal motivo de que as moradias desapareçam rapidamente do mercado é que há demasiada gente competindo ferozmente por um trozo de pastel a cada vez mais pequeno.
De facto, o 13% das moradias vendidas através do portal imobiliário Idealista durante o primeiro trimestre de 2026 não levava nem uma semana no mercado.
Quase uma de quatro moradias vendem-se em menos de um mês
Segundo um estudo publicado por Idealista nesta quinta-feira, outro 23% de moradias demorou em vender entre uma semana e um mês; o 22% entre um e três meses; o 31% levava entre três meses e um ano e o mais 11% de um ano.
Burgos registou a maior percentagem de vendas em menos de uma semana, com um 28%; seguida de Segovia, com um 24%; Oviedo, com um 23%; e Pamplona, com um 22%, segundo detalha Idealista.
Bilbao também sobresale em 'vendas exprés'
Nos grandes mercados, Bilbao atingiu a maior percentagem de 'vendas exprés', com um 17%; por adiante de Madri, com um 16%; ou Sevilla, San Sebastián, Palma e Valencia, todas com um 15%.
Pelo contrário, em Teruel unicamente o 8% de moradias vendeu-se em menos de uma semana, percentagem muito similar ao de cidades como Pontevedra, Alicante, Granada e Lugo, que compartilham um 9%.
O ritmo de aluguer reduz-se em várias capitais
Assim mesmo, a percentagem de 'alugueres exprés' desceu em 21 capitais, entre elas alguns dos grandes mercados, onde destacou Madri, onde caiu de 22% de faz um ano ao 16% atual; seguida de Barcelona, que passou de 18% ao 14% atual; Alicante, de 12% ao 9% atual; e Valencia, de 17% ao 15% atual.
Estes dados poderiam sugerir que o preço do aluguer poderia estar a atingir um teto ou que a cada vez são menos os inquilinos que se podem assumir as rendas atuais.