O IVA da luz volta ao 21% este 1 de junho: "Chega num momento muito sensível para os lares"
Oito em cada dez consumidores temem esta subida iminente e Facua tem solicitado ao Governo que ponha em marcha novas medidas para rebajar o IVA de "um fornecimento essencial e básico"
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A factura da luz vai-se a encarecer a partir da próxima segunda-feira, 1 de junho. É a data fixada para que a electricidade recupere o IVA de 21%.
No passado mês de março, o Executivo aprovou um pacote de medidas para contrarrestar o impacto pelo conflito em Oriente Próximo. Pôs-se em marcha uma baixada de 21% ao 10% do IVA dos combustíveis, a electricidade, o gás natural, briquetas e pellets, bem como uma redução do Imposto Especial sobre a Electricidade de 5% ao 0,5%, o tipo mínimo fixado pela União Européia, e suspensão temporária do Imposto sobre o Valor da Produção de Energia Elétrica (que era de 7%).
Temor generalizado à subida
Oito em cada dez espanhóis tem afirmado que teme pela subida do IVA da luz ao tipo geral de 21% e o incremento do imposto elétrico, segundo tem informado Rastreator. Assim mesmo, o 60% restante tem reconhecido ter considerado reduzir seu consumo energético para tentar compensar o incremento da despesa mensal.

"A subida do IVA e do imposto elétrico chega num momento especialmente sensível para muitos lares, já que coincide com o início do verão, quando o consumo energético costuma se incrementar consideravelmente devido às altas temperaturas", tem assinalado a responsável por energia em Rastreator, Patricia Carril.
Os bonos sociais elétricos como alternativa
Desde a citada companhia asseguram que "a cada vez mais lares estão a pôr o foco no bono social elétrico". De facto, segundo os dados, dois em cada dez espanhóis "cumprem actualmente com os requisitos necessários para solicitá-lo".
Esta ajuda está destinada a consumidores vulneráveis que lhes permite aplicar descontos diretos sobre a factura da luz e amortecer assim o impacto das subidas. "Muitos consumidores, concretamente o 35%, ainda desconhecem que podem se beneficiar do bono social ou não sabem exactamente quais são os requisitos para o solicitar", tem explicado Carril.
Facua exige ao Governo medidas
Por sua vez, Facua tem emitido um comunicado no que considera "injusto" para os utentes domésticos que se lhes repercuta a IVA mais elevado a "um fornecimento essencial e básico como é o da electricidade". Por isso, tem instado ao Governo a empreender "uma nova mudança regulamentar pelo que volte a se aplicar o reduzido de maneira estável e permanente".

Tanto o IVA como o Imposto Especial da Electricidade voltarão a partir de 1 de junho a suas percentagens habituais ao se ter moderado a inflação em abril, já que o Real Decreto que aprovou as rebajas condicionava sua manutenção a superar determinados ombreiras.
Outras medidas para abaratar a factura
A associação, ademais, tem posto sobre a mesa outras medidas para abaratar a factura. Destaca que leva anos reclamando que as energias nuclear e hidroelétrica saiam do leilão marginalista diária e sejam submetidas a preços fixos fixados pelo Governo em longo prazo. "Desta forma evitar-se-iam os denominados benefícios caídos do céu destas tecnologias graças ao desenho que desde faz décadas tem o sistema marginalista, onde o preço de mercado o determina a oferta mais cara que permite satisfazer a demanda cada hora", afirmam.
Igualmente, pede ao Governo abordar "de uma vez" actuações encaminhadas a potenciar que os utentes solicitem os descontos do bono social, já que, "ano após ano, as cifras constatam que a grande maioria de seus beneficiários potenciais não o solicitam" como desconhecem sua existência e características ou a que acham que não têm direito ao receber.


