Os roubos continuam sacudindo o mundo da arte. Depois do soado ataque ao Louvre e ao Museu de Villena, nesta terça-feira o museu Renoir de Cagnes-sul-Mer, no sul do França, tem sido palco de um saque. Trata-se da última residência de Pierre-Auguste Renoir, e albergava um total de 14 pinturas originais do artista.
A finca combina um meio natural mediterráneo com o espaço íntimo onde o artista continuou criando apesar de sua avançada idade e seus problemas de saúde. Segundo tem trascendido, dois ladrões conseguiram apoderar-se de quatro obras de arte valorizadas em mais de nove milhões de euros. No entanto, sua manobra ficou registada pelas câmaras de segurança, o que provocou uma rápida alerta.
As obras roubadas não têm sido identificadas
Por isso, ambos suspeitos se deram à fuga justo dantes da chegada da polícia, a tal ponto que terminaram abandonando no lugar uma das peças que acabavam de sustraer. Com tudo, as obras roubadas não têm sido identificadas ainda.
"Atacar o museu Renoir é atacar uma parte da história e do património de Cagnes-sul-Mer", tem expressado o prefeito da localidade, Bryan Masson. Assim mesmo, o regidor tem fazer# questão de a necessidade de reforçar a segurança nos museus e blindar o património artístico.
A dificuldade de adaptar edifícios históricos
O incidente reaviva um debate candente. Enquanto as grandes pinacotecas como o Louvre concentram orçamentos milionários em ciberseguridad, sensores térmicos e vigilância permanente, as casas-museu ou centros regionais costumam operar com recursos ajustados. Edifícios históricos adaptados (como a antiga residência de Renoir) apresentam deficiências estruturais difíceis de solventar sem alterar o inmueble.
Assim, o roubo prova que os delinquentes estão a deslocar seu objectivo para instituições com menos blindagem mas com peças de enorme valor histórico e económico.
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