Loading...

Proíbem a todas as empresas em Espanha despedir pelo impacto económico da guerra em Irão

O Governo prepara um pacote anticrisis que inclui vetar os despedimentos objectivos vinculados ao encarecimiento energético

Ana Carrasco González

La Bolsa española este 20 marzo refleja el impacto económico de la guerra en Irán Altea Tejido Sán

O Governo aprova nesta sexta-feira num Conselho de Ministros extraordinário um novo plano de resposta económica para fazer frente ao impacto da guerra em Irão. Entre as medidas mais destacadas figura a proibição às empresas de realizar despedimentos objectivos por causas económicas derivadas do conflito em Oriente Próximo, segundo fontes do Executivo.

Esta decisão procura blindar o emprego ante um palco de incerteza internacional marcado pela subida dos preços energéticos e as tensões geopolíticas. A medida segue a linha de actuações adoptadas durante anteriores crises, como a provocada pela guerra de Ucrânia.

Proibidos os despedimentos pela subida de custos energéticos

Tal e como adiantou a ministra de Trabalho Yolanda Díaz faz uns dias, o Executivo tem optado por reeditar a fórmula de protecção trabalhista que já se utilizou em 2022 com o início da guerra em Ucrânia. Naquele momento, vetou-se o despedimento naquelas companhias que recebessem ajudas públicas ou que alegassem o encarecimiento da energia.

"Quero mandar uma mensagem às empresas. Não há que despedir a ninguém. Os ERTE e o Mecanismo REDE já estão em vigor. [...] Têm os mecanismos, temo-los como país, para que possamos acompanhar às empresas e não tenham que despedir a ninguém", tem sublinhado a ministra de Trabalho. Neste sentido, o Executivo lança uma mensagem clara ao tecido empresarial: evitar a destruição de emprego utilizando as ferramentas disponíveis. A intenção é proteger tanto a trabalhadores como a autónomos num contexto económico volátil.

Yolanda Diaz, vice-presidenta segunda do Governo e ministra de Trabalho e Economía Social / EP

Adianta-se a obrigação dos Planos de Mobilidade Sustentável

Outra das chaves do plano é o impulso à mobilidade sustentável no âmbito trabalhista. O Governo tem decidido adiantar um ano a obrigação de implantar planos de mobilidade sustentável em empresas e entidades públicas com mais de 200 trabalhadores (ou 100 por turno).

Inicialmente, o regulamento estabelecia um prazo de 24 meses desde a entrada em vigor da Lei de Mobilidade Sustentável em dezembro de 2025. No entanto, com esta mudança, as companhias deverão ter prontos seus planos dantes de dezembro de 2026. Estes planos deverão fomentar o uso do transporte público, a bicicleta, o carro compartilhado, o teletrabalho e a segurança via

Medidas específicas para grandes centros de trabalho

O plano também põe o foco nos centros de trabalho de alta ocupação, aqueles com mais de 1.000 empregados situados em grandes áreas metropolitanas. Nestes casos, as empresas deverão aplicar medidas adicionais para reduzir a mobilidade em horas ponta, fomentar transportes de baixas ou zero emissões, impulsionar a mobilidade colaborativa, facilitar recarrega-a de veículos elétricos e promover a mobilidade ativa

O objectivo é diminuir o congestionamento urbano e reduzir a impressão de carbono nas deslocações trabalhistas.