Setembro acerca-se e com ele, a volta à escola. No entanto, esta é mais ou menos cara em função da comunidade autónoma na que se viva.
Assim, as diferenças podem ser de até 200 euros por filho no ensino público e 345 euros na privada. Ademais, a Comunidade de Madri situa-se entre as regiões mais caras enquanto Astúrias e Extremadura estão entre as mais baratas.
Uma despesa média superior a 600 euros por filho
São cálculos da Associação Espanhola de Consumidores (Asescon), que tem analisado o custo por comunidades autónomas e tem estimado o que as famílias gastarão no mínimo neste ano: 635 euros por filho se estuda num colégio público, 733 se fá-lo num marcado e 1.849 se vai a um privado.
Mas essas quantidades mudam, e muito, dependendo do lugar de residência. A maior diferença dá-se nos colégios privados, já que por exemplo, segundo seus cálculos, uma família de Extremadura gastará um mínimo de 1.578 euros, enquanto uma de Madri precisará 1.923, isto é, 345 euros mais.
O ensino público madrilena é das mais caras
Na pública, Madri volta a encabeçar a lista, com 756 euros por aluno, em frente aos 556 de Astúrias, 200 euros menos. E na marcada a distância chega aos 205 euros entre os 825 euros que calcula a associação para Madri e os 620 de Galiza.
Após Madri, as famílias que optem pelo ensino público terão as maiores despesas em Cataluña (735 euros), País Basco (720), Cantabria e Navarra (710), enquanto, além de Astúrias, as facturas mais baixas serão as de Galiza (566), Extremadura (598) e Castilla-A Mancha (605).
As cifras dos colégios privados
Na privada, depois dos 1.923 euros de Madri aparecem os 1.915 de Cantabria, os 1.882 de Cataluña e os 1.880 do País Basco. No outro extremo estão Extremadura (1.578 euros), Astúrias (1.602) e Castilla-A Mancha e Galiza (1.635).
Este estudo, segundo Asescon, calculou-se tomando como refere os custos mínimos, pelo que a volta à escola, a seu julgamento, pode resultar muitíssimo mais cara dependendo das decisões de cada família.
Dos 635 aos 1.849 euros
O tipo de colégio marca uma importante diferença no desmembre de despesas, segundo as estimativas quanto a material, uniforme, transporte e outras necessidades. Num colégio público, Asescon calcula 210 euros para uniforme, 130 para material escolar, 100 para transporte, 95 para comedor e outros 100 pára diferentes despesas.
Nos marcados, o uniforme sobe a 228 euros, o comedor a 160, o material escoar a 140 e o transporte a 105. A factura é bastante maior na privada, onde só a matrícula supõe 556 euros e os livros outros 358, aos que há que acrescentar 295 euros de uniforme, 210 de material escolar, 190 de comedor e 140 de transporte.
Conselhos para amenizar a volta à escola
Ante estas despesas, a associação pede aos centros educativos "contenção" à hora de solicitar materiais ou livros de texto que, segundo as queixas que recebe de alguns pais, depois mal se utilizam durante o curso.
Às famílias aconselha-lhes planificar compra-las, comparar preços e não adquirir todo no mesmo estabelecimento, além de recuperar sempre que seja possível o material de anos anteriores e ao mesmo tempo ensinar aos menores um consumo responsável.
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