Os europeus poderão ter seu RG, carta de condução ou título universitário a um clique em seu móvel em 2027. Esta medida se enmarca dentro do despliegue da nova Carteira de Identidade Digital Européia (EUDI Wallet), um projecto com o que a Comissão Européia procura unificar e simplificar a identificação dos cidadãos nos 27 Estados membros.
Assim, realizar trâmites quotidianos ou burocráticos em qualquer país da UE será bem mais ágil. Os cidadãos poderão identificar-se fisicamente mostrando o ecrã de seu telefone ante as autoridades, além de aceder a serviços públicos, abrir contas bancárias ou solicitar empréstimos. E, ainda que ainda faltam meses para a implementação total, no final deste ano, os utentes já poderão incorporar seu RG, seu título ou seu carnet à Carteira Européia de Identidade Digital ('EUDI Wallet').
Que mudanças implica a Carteira Européia de Identidade Digital
Segundo Funditec Research, esta ferramenta reduzirá o armazenamento de cópias em servidores externos e contribuirá maior comodidade para o utente.
Não obstante, a entidade também adverte de alguns reptos, como a falta de auditorias sobre os servidores estatais, o possível aumento do controle e o grau de digitalização necessário da população para adaptar a uma ferramenta que, pelo momento, terá carácter voluntário.
Trâmites trans-fronteiriços
O diretor de Funditec Research, Gonzalo Álvarez Marañon, tem exposto que uma das "grandes" vantagens da incorporação da carteira digital será a aceleração dos trâmites trans-fronteiriços dentro da UE.
"Sem dúvida, a interoperabilidade de EUDI Wallet entre os estados membros da UE será um dos avanços mais significativos. Graças à wallet digital será mais ágil a identificação em bancos, previdência, administração pública ou os processos on-line que ainda exigem escanear e subir o RG", tem acrescentado.
Erradicar cópias
Assim mesmo, 'EUDI Wallet' pode ser a maior contribuição real para erradicar as cópias de documentos multiplicadas nos servidores e que se mantêm fora do controle e conhecimento dos cidadãos.
Neste contexto, Álvarez Marañón tem reconhecido este avanço como "o primeiro mecanismo sério para que o cidadão europeu decida que dado ensina, a quem e quando". A seu julgamento, com esta inovação, "compartilhas menos dados na cada transacção".
Mais dados
Não obstante, "a facilidade técnica de pedir dados pode levar a que mais serviços comecem a pedir a verificação onde dantes não a pediam".
Desde Funditec Research acham que os países nórdicos, Alemanha e Estónia "encabeçarão a implantação da carteira digital. Espanha, Itália e os Países do Leste irão mais devagar condicionados pela capacidade administrativa e a confiança da cidadania nas instituições digitais".
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