Tesla retirará em Chinesa quase cinco milhões de veículos elétricos por dois problemas relacionados com a segurança, segundo os planos apresentados nesta sexta-feira pela companhia ante a Administração Estatal para a Regulação do Mercado (SAMR, por suas siglas em inglês). As campanhas afectam a vários dos modelos mais populares da marca, entre eles o Model 3 e o Model E.
A primeira retirada afecta a 2.975.910 veículos e começará o próximo 25 de setembro de 2026. O problema está relacionado com os sistemas de abertura de emergência das portas e poderia dificultar a evacuação dos ocupantes após um acidente grave.
O grave problema
Segundo tem explicado Tesla às autoridades chinesas, as manijas mecânicas de emergência podem ser difíceis de identificar e accionar, já que apresentam uma cor similar ao dos acabados interiores do veículo. A situação pode resultar especialmente problemática se uma colisão provoca uma falha no sistema elétrico de baixa voltagem.
Nesse palco, os ocupantes poderiam ter dificuldades para abrir rapidamente as portas e sair do veículo, enquanto as equipas de emergência também poderiam encontrar mais obstáculos durante os labores de resgate.
Milhões de veículos afectados
A campanha inclui veículos de diferentes modelos e procedências. Mais especificamente, afecta a 973.156 unidades do Tesla Model 3 e 1.956.713 Model E fabricados em Chinesa, além de 35.590 Model 3, 8.328 Model X e 2.123 Model S importados.
Tesla não propõe unicamente uma intervenção física sobre os veículos. A companhia colocará etiquetas de advertência gratuitas nas unidades afectadas e levará a cabo uma actualização de software mediante tecnologia inalámbrica, conhecida como OTA.
A actualização modificará o funcionamento do controle das janelas para incorporar uma estratégia de descenso automático das janelas após um acidente. Desta maneira, a companhia pretende facilitar a saída dos ocupantes em caso que as portas não possam se abrir com normalidade. Alguns dos veículos afectados já contam com as etiquetas de advertência, pelo que não será necessário instalar outras novas.
Outra falha afecta ao sistema de assistência à condução
A segunda campanha de retirada tem efeito imediato e afecta a outros 2.740.642 Tesla Model 3 e Model E fabricados em Chinesa. Neste caso, o problema está relacionado com o sistema encarregado de controlar a atenção do condutor quando utiliza determinadas funções de assistência à condução. Tesla reconhece que o mecanismo pode não alertar suficientemente ao condutor da necessidade de apartar a vista da estrada quando se activa a direcção assistida ou o sistema combinado de assistência à condução.
O risco está em que o condutor não reaja a tempo ante uma situação que requeira recuperar o controle do veículo. Segundo a documentação apresentada por Tesla, isto pode aumentar o risco de colisão. Para solucionar o problema, Tesla oferecerá também uma actualização gratuita de software mediante OTA.
A modificação introduzirá mudanças no sistema de monitorização do par de direcção e incorporará ademais uma câmara no habitáculo. O objectivo é que o veículo possa detectar com maior precisão o comportamento e a atenção do condutor e emitir uma alerta quando seja necessário para favorecer uma reacção rápida.
Adicione Consumidor Global como fonte preferida do Google de forma gratuita
Mantenha-se informado com as últimas notícias da atualidade.