WhatsApp é o rei indiscutible da transportadora instantânea: conta com mais de 2.700 milhões de utentes a nível global, o que a posiciona como a plataforma mais utilizada do mundo, superando com cresces a competidores como WeChat ou Telegram. O aplicativo consome poucos dados e funciona em telefones de faixa baixa, o que tem permitido sua expansão em economias emergentes.
Agora, a empresa de Meta replica o que fez com Instagram e prova uma assinatura de pagamento que se denomina WhatsApp Plus. Esta versão oferecerá ao utente a possibilidade de fixar chats, personalizar a lista de chats com alertas, temas e ringtones ou eleger temas e ícones únicos para personalizar o aplicativo.
Valorizar a opinião dos utentes
"Estamos a começar com uma pequena prova para recopilar comentários e assegurar-nos de que estamos a criar algo que os utentes considerem realmente valioso", tem assinalado um representante de Meta a TechCrunch.
Por sua vez, Computer Hoje recolhe que os utentes de pagamento poderão eleger entre 18 novas cores para mudar o tema do aplicativo, permitindo modificar o clássico verde por tons como azul, púrpura ou dourado. Quanto ao preço, o portal Wabetainfo sugere que o custo de WhatsApp Plus poderia rondar em Europa os 2,49 euros mensais.
Multas para Meta
Estes anúncios chegam num momento delicado para a companhia. A Comissão Européia entende que as mudanças que Meta introduziu em março em Whatsapp para cobrar uma taxa aos provedores rivais de serviços de Inteligência Artificial (IA) viola as regras de concorrência da União Européia. Por este motivo, tem ampliado os cargos da investigação aberta em fevereiro por trava-las da plataforma aos chatbots externos e exigido à companhia que garanta um acesso igualitario.
"O facto de mudar a proibição legal de acesso pelo pagamento de uma taxa com efeito similar não muda nada em nossa conclusão preliminar de que as práticas de Meta parecem constituir um abuso de posição dominante susceptível de danificar gravemente a concorrência dos assistentes de IA no mercado", tem resumido num comunicado a vice-presidenta comunitária responsável por Concorrência, Teresa Ribera.