A chuva destroça a produção de cereal em Extremadura

A produção de cereal cai um 25% pelo clima, segundo a Coordenadora de Organizações de Agricultores e Ganadeiros na região extremeña

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A organização agrária COAG estima que a produção de cereal deste ano em Extremadura tem sido um 25% inferior em relação à campanha anterior.

O presidente de COAG Extremadura Juan Moreno tem explicado a EFE que "se deve ter em conta que o clima influi neste cultivo já desde os labores de semeia", pois "é importantíssimo levar a cabo estas tarefas no momento oportuno segundo a variedade".

A chuva destroça o cereal em Extremadura

Cabe recordar que, durante o outono passado, se produziram "semeias tardias" nuns terrenos que posteriormente se viram afectados pelas abundantes chuvas do primeiro trecho deste ano. Estas precipitações imposibilitaron também que "se levassem a cabo os tratamentos em seu momento adequado".

Un campo de trigo / PEXELS
Um campo de trigo / PEXELS

As chuvas de princípios de 2026 já vaticinaban um descenso importante na produção, como consequência da menor superfície cultivada destinada a trigo, avena e cevada devido ao excesso de água.

Encharcamiento e excesso de calor

Um encharcamiento dos terrenos que impediu a entrada de maquinaria durante semanas, sem esquecer os problemas de germinación e desenvolvimento da planta, devido à elevada humidade do solo, que se encontraram múltiplos agricultores.

A todo isso unir-se-ia posteriormente o excesso de calor em diferentes períodos de primavera.

Preços estancados

Por sua vez, os preços mantêm-se "estancados", pelo que seguem em cotações baixas, o qual prejudica, mais se cabe, ao agricultor, num atual palco marcado pelo aumento dos custos de produção. Situações que provocam que o cultivo do cereal "se encontre neste ano em perdas em Extremadura", expõe Moreno.

Se a esta circunstância unem-se "os recortes nos pagamentos da Política Agrária Comunitária (PAC)", muitas explorações de cereal "estão a ponto de dar o cerrojazo" em Extremadura, adverte o presidente de COAG.

A demanda dos agricultores

Todo isso, num contexto onde a superfície cultivada de cereal tem descido já em torno de um 30% nos últimos 10 anos em Extremadura.

As organizações agrárias pedem uma aposta clara por parte das administrações em defesa do sector baseada em ajudas precisas, a instauración de mecanismos em frente aos efeitos da mudança climática e medidas que garantam uns preços aceitáveis.

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