Após a sobremesa com mofo de Lidl, chega a vez do Aldi. Um cliente do supermercado assegura ter encontrado várias caixas de paraguaios com mofo e manchas escuras com desconto num estabelecimento de Barcelona.
As imagens, facilitadas à Consumidor Global, foram tiradas no supermercado Aldi situado na Grande Via de lhes Corts Catalães, 642. Segundo o denunciante, avisou ao pessoal do estabelecimento de que a fruta apresentava uma evidente deterioração, ainda que, afirma, permaneceu à venda apesar do seu estado.
"Estavam todos podres"
Damian B., o cliente que remeteu as fotografias a este meio, assegura que o problema não afectava unicamente umas poucas peças, mas sim a várias caixas completas. "É repugnante e uma imprudencia manter à venda. Disse-lho ao pessoal da loja e disseram-me que já tinham avisado, mas ninguém os retirou", explica.
Segundo relata, a fruta apresentava mofo e manchas escuras de forma generalizada. "Quando apanhavas um que aparentemente estava bem, ao dar-lhe a volta vias que estava em mau estado. Parecia como se tivessem sido todos contaminados por algo. O preocupante é que estavam com desconto de 42%, em vez de se retirar directamente da venda", acrescenta.
Um desconto de 42% sobre um produto deteriorado
Segundo as fotografias às quais teve acesso a Consumidor Global, o preço original dos paraguaios era de 3,29 euros o quilo e se ofereciam com desconto a 1,89 euros. A etiqueta indica uma data de consumo de 27 de julho a 2 de agosto de 2026.
Ademais, o produto é de origem espanhola e está classificado na categoria I, uma denominação reservada a frutas que devem cumprir uns padrões concretos de qualidade e apresentação.
Que exige a categoria I nas frutas?
O regulamento que regula a comercialização de frutas e hortaliças, recolhida pelo Ministério de Economia, Comércio e Empresa, estabelece que a fruta de categoria I deve ser de boa qualidade, apresentar as características próprias da variedade e não mostrar deteriorações na polpa. Unicamente permitem-se pequenos defeitos de forma, coloração ou ligeiras marcas superficiais.
No entanto, as fotografias remetidas pelo cliente mostram peças com abundantes manchas escuras e mofo. Foi precisamente esse estado o que, segundo o seu depoimento, motivou que alertasse ao pessoal do supermercado ao considerar que a fruta devia se retirar do linear.
Aldi revê a origem do problema
A Consumidor Global pôs-se em contacto com o Aldi para conhecer que pode ter acontecido e porque a fruta continuou exposta. A companhia não esclarece estas questões.
Fontes da cadeia referem que "Aldi lamenta as moléstias ocasionadas" e recordam que a empresa mantém "o compromisso de oferecer produtos de qualidade ao melhor preço". AssimAlém disso, assinalam que a equipa da empresa "está a rever a situação internamente para esclarecer a origem do problema".
O incidente coincide com a campanha de fruta de verão
O ocorrido produz-se apenas uns dias após que Aldi anunciasse o reforço do seu sortido de produtos frescos para o verão, com especial protagonismo para a fruta de caroço. A companhia prevê comercializar mais de 4.280 toneladas durante a campanha. Desse volume, 699 toneladas correspondem precisamente ao paraguaio.
No entanto, as imagens remetidas à Consumidor Global mostram que, pelo menos neste estabelecimento de Barcelona, uma parte dessa fruta estava podre. Um episódio que põe o foco nos controlos sobre os produtos frescos expostos em loja.
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