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Como afecta a queda do decreto ónibus às pensões de fevereiro

O Congresso suspende a revalorização de 2,7% das pensões para 2026 e o Governo deve mover ficha

Teo Camino

Un manifestante porta pancarta con lema 'Restaurar el valor de las pensiones' durante una manifestación en Madrid FERNANDO SÁNCHEZ EP

O Pleno do Congresso, com o voto de PP, Vox e Junts, tem derogado nesta terça-feira, 27 de janeiro, o decreto lei do chamado 'escudo social', que incluía a revalorização das pensões e a proibição de desahucios e cortes de água e luz para pessoas vulneráveis.

Em mudança, o outro decreto lei relativo à prorrogação das ajudas ao transporte público tem saído adiante graças à abstenção do Pg.

Que passa agora com as pensões de fevereiro

Deste modo, a revalorização de 2,7% com carácter geral que já tinha entrado em vigor para as pensões de janeiro tem decaído. Isto afecta a 9,4 milhões de pessoas que recebem pensões contributivas, 734.000 perceptores das pensões não contributivas e os 785.000 do Rendimento Mínimo Vital (IMV).

Pessoas durante uma manifestação pelas pensões públicas em Madri / JUAN BARBOSA - EP

Assim as coisas, os pagamentos das pensões de fevereiro voltarão às cifras de 2025, ainda que não se descarta que o Executivo procure uma alternativa para evitar que os pensionistas vejam reduzida seu nómina.

O plano alternativo do Governo

Tal e como fez no ano passado, o Governo terá que apresentar um texto alternativo no que inclua exclusivamente a revalorização das pensões para granjearse o apoio de PP e Junts. Em 2025, o segundo real decreto do Governo foi convalidado pelo Congresso dantes de que o Estado abonase as pensões de fevereiro.

No pior dos palcos, se o segundo real decreto do Governo sobre a revalorização das pensões também não fosse convalidad pelo Congresso, o Governo tem a possibilidade de aprovar em qualquer momento um novo real decreto. Por todo isso, resulta pouco provável que as nóminas dos pensionistas baixem em fevereiro de 2026 a níveis de 2025.