A pior aerolínea de Europa é espanhola
O ranking estabelece quais são as dez companhias aéreas pior valorizadas, tendo em conta a experiência dos passageiros, entre outros factores
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Eleger a aerolínea equivocada pode converter a viagem mais esperada num calvario. Atrasos, cancelamentos ou um serviço de atenção ao cliente deficiente marcam a cada ano a experiência de milhões de passageiros.
Neste contexto, a plataforma AirAdvisor tem publicado seu ranking das piores aerolíneas européias de 2026. No mais alto da classificação aparece uma companhia espanhola, assinalada por sua má reputação entre os utentes e por uma relação qualidade-aprecio que não convence aos viajantes.
Qual é a pior aerolínea espanhola?
Segundo o estudo de AirAdvisor, a aerolínea pior valorizada pelos consumidores é Air Europa. A classificação analisa às principais companhias européias a partir de nove critérios: confiabilidade dos voos, comodidade a bordo, historial de segurança, preço do bilhete, reputação entre clientes, qualidade das salas VIP, reconhecimento profissional na indústria, políticas para viajar em família e condições para voar com mascotas.

Com estes parâmetros, Air Europa obtém uma pontuação global de 5,33 sobre 10. O relatório atribui este resultado a uma reputação débil entre os passageiros, uma percepção de escassa relação qualidade-aprecio e umas salas VIP conceituadas por embaixo do esperado. O podio negativo completam-no LOT Polish Airlines (6,22) e Wizz Air (6,33).
O resto de classificados
A quarta posição do ranking é para Ryanair, com um 6,44, seguida de Vueling, que atinge um 6,5. Volotea ocupa o sexto lugar com um 6,78 numa lista que mistura aerolíneas de baixo custo e companhias tradicionais.

Fecham a classificação TAP Air Portugal (7,22), Air France (8), Norwegian Air Shuttle (8,11) e SAS (8,78).
A importância da reputação digital
As piores posições do ranking coincidem com valorações persistentemente baixas em reseñas on-line, onde se repetem as queixas pela gestão de incidências e a comunicação com o cliente. Atrasos e cancelamentos continuam sendo o principal foco de insatisfação, por em cima inclusive do preço do bilhete.
"Os passageiros aceitam menos extras a bordo, mas não perdoam os atrasos, cancelamentos e a má comunicação", afirma Anton Radchenko, CEO de AirAdvisor. "Pagar mais não garante uma melhor viagem. Os dados mostram que tanto aerolíneas low cost como tradicionais falham quando a confiabilidade e a consistência do serviço não acompanham ao preço. Hoje as aerolíneas julgam-se por como gerem as incidências: comunicação clara, reubicación rápida e atenção ao cliente eficaz", conclui.

