O preço do ouro supera os 5.000 dólares a onza pela primeira vez na história
A prata também atinge um novo máximo histórico com um valor superior aos 100 dólares
Ouve o artigo agora…
O preço do ouro tem marcado um novo recorde. Pela primeira vez em sua história, o custo da onza tem superado os 5.000 dólares, chegando a atingir os 5.109,73 dólares (4.310 euros) durante a passada madrugada.
Depois de superar o preço da onza os 5.100 dólares às 08:00 horas, o ouro, conceituado ativo refúgio sobe um 2,13% e encontra-se em 5.088,99 dólares (4.293 euros), após que na passada sexta-feira ficasse muito próximo dos 5.000 dólares.
A prata aumenta seu valor
Por sua vez, o preço da prata também tem revalidado seus máximos históricos de madrugada, atingindo às 03:49 horas os 109,45 dólares (92,34 euros) o preço da onza, segundo dados de Bloomberg.

Esta subida reduziu-se, no entanto, e a esta hora com uma subida de 6,15% encontra-se em 107,12 dólares (90,38 euros).
O ouro cresce mais de 18% em 2026
No que vai de ano, o ouro regista uma subida a mais de 18%, enquanto a prata sobe um 52,76%. Os metais preciosos continuam seus repuntes após que na semana passada a mensagem do Foro Económico Mundial de Davos se centrasse na necessidade de preparar para uma ordem mundial menos estável.

Entre o ruído geopolítico, as mensagens sobre um possível anúncio de um novo presidente da Reserva Federal nesta semana e as projeções da Casa Branca, que situam o crescimento da economia estadounidense entre o 4% e o 5% em termos reais —o duplo das previsões de consenso—, aumenta a pressão política para impulsionar a economia mediante uma baixada de tipos.
Os bancos apostam por comprar ouro
Enquanto a direcção futura da política monetária da Reserva Federal gera dúvidas, não ocorre o mesmo com a actuação de outros bancos centrais, que continuam incrementando seus compras de ouro a um ritmo acelerado, segundo tem assinalado o analista de XTB Manuel Pinto.
O crescimento da dívida, compra-las dos bancos centrais, os estímulos monetários e a debilidade do dólar consolidam-se bem como alguns dos principais catalizadores dos máximos históricos do metal, segundo consideram os analistas.

