eDreams ganha duas sentenças contra Ryanair que declaram ilegais as práticas da aerolínea
As autoridades alemãs têm declarado ilegais várias das estratégias da companhia aérea, como o "consentimento enganoso" que devem aceitar os utentes ou a política de "não reembolso"
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Novo varapalo a Ryanair. eDreams tem obtido duas falhas judiciais do Tribunal Regional de Hamburgo no que a justiça alemã sanciona à aerolínea por desobedecer as ordens de dito tribunal. Ademais, declara ilegais várias das práticas comerciais principais da companhia aérea.
A agência de viagens explica que esta nova sanção volta a evidenciar "o desprezo da aerolínea pelo Estado de direito" e pela autoridade judicial, "uma conduta que se repete em múltiplas jurisdições européias". Na primeira decisão, o tribunal tem imposto uma multa a Ryanair por incumprir as medidas cautelares ditadas em maio de 2025.
Ryanair, "culpado" por desacato
O juiz tem opinado que a aerolínea actuou de forma "culpada" ao manter cláusulas proibidas em seu site pese a ter ordem expressa das retirar. O tribunal tem desestimado como infundada a defesa de Ryanair, que alegava que o atraso estava "fora de seu controle".

Sublinhou que, como grande aerolínea européia, dispõe dos recursos necessários para cumprir de maneira imediata com as resoluções judiciais, mas "optou deliberadamente por não o fazer". A dia de hoje, a aerolínea continua incumprindo dita ordem.
Outras sanções recentes a Ryanair
eDreams recorda que estas sentenças chegam pouco depois de que a aerolínea tenha sido objeto de sanções em outros países. Entre elas, uma multa de 256 milhões de euros em Itália por abuso de posição dominante e uma sanção de 108 milhões de euros em Espanha por do regulamento de protecção dos consumidores.
Ademais, assinala que o ditame de "má fé" em Alemanha "confirma um padrão de obstrucción idêntico ao de outros países" e "ante esta conduta ilícita sistémica", faz um apelo às autoridades de toda Europa pára "que actuem com urgência, exerçam seu dever de fazer cumprir a lei e protejam aos consumidores em frente ao incumprimento deliberado de Ryanair".
Práticas ilegais em Alemanha
O Tribunal de Hamburgo tem declarado ilegais várias das estratégias da aerolínea por considerá-las ilegais, como o "consentimento enganoso", um mecanismo mediante o que Ryanair força o consentimento do utente através de um botão de 'Procurar' que marca automaticamente uma lacuna de aceitação dos termos e condições.

Assim, a sentença considera que o desenho é enganoso, já que faz crer ao utente que "tem tomado uma decisão ativa quando não é assim, o que invalida os próprios termos que Ryanair pretende impor".
Declarada ilegal a política de "não reembolso"
Também considera ilegal a política de "não reembolso" de Ryanair ao considerar que contradiz de forma ilegal o regulamento aplicável e "engana aos passageiros sobre seu direito ao reembolso em certos casos".
Assim mesmo, tem anulado a taxa administrativa que cobra a aerolínea por tramitar a devolução de impostos governamentais. O juiz considera que é "irrazonablemente desventajosa", já que com frequência supera o custo a devolver, permitindo a Ryanair "se apropriar indevidamente de impostos que pertencem ao cliente".


