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O preço máximo da bombona de butano ultrapassa os 16 euros nesta terça-feira, 17 de março

A subida acumulada é de 16,6 e responde ao aumento dos custos de transporte, das matérias primas e à evolução do tipo de mudança do euro em frente ao dólar, num contexto internacional marcado pela guerra em Oriente Médio

Ana Siles

Varias bombonas de butano en una gasolinera EP

O preço máximo da bombona de butano subirá quase um 5% a partir desta terça-feira, 17 de março, até situar-se em 16,35 euros. Trata-se da actualização bimestral que fixa o custo deste combustível regulado, utilizado ainda por milhões de lares em Espanha.

A subida acumulada atinge o 16,6% e responde principalmente ao incremento dos custos de transporte marítimo (fletes), ao encarecimiento das matérias primas -que têm aumentado um 3,2%- e à evolução do tipo de mudança euro-dólar, num palco internacional marcado pela guerra em Oriente Médio. A actualização publicou-se nesta segunda-feira no Boletim Oficial do Estado (BOE).

Um preço que não está liberado

A diferença de outros combustíveis, o preço máximo de venda dos gases licuados do petróleo (GLP) embalados —as bombonas dentre 8 e 20 quilos, como a tradicional bombona de butano— não está liberado. Seu custo regula-se e revisa-se a cada dois meses.

Um repartidor de bombonas de butano revisa as bombonas / EP

Mais especificamente, a actualização realiza-se na terceira terça-feira da cada mês par, segundo estabelece uma resolução da Direcção Geral de Política Energética e Minas. Para calcular o novo preço têm-se em conta vários factores, entre eles o custo internacional das matérias primas (propano e butano), as despesas de transporte e a evolução do tipo de mudança entre o euro e o dólar.

Uma revisão limitada ao 5%

O sistema de actualização do preço estabelece ademais um limite: a variação máxima permitida na cada revisão, tanto ao alça como à baixa, é de 5% . Quando a diferença real supera essa percentagem, o excesso ou o defeito se acumula para se aplicar em revisões posteriores.

O GLP embalado é uma mistura de hidrocarburos -principalmente butano- que se utiliza como alternativa ao gás natural em zonas onde não existe conexão à rede. Ainda que segue presente a muitos lares, seu uso tem ido descendo nos últimos anos: em 2025 consumiram-se 57 milhões de embalagens de diferentes capacidades e, desde 2021, o consumo total de bombonas tem caído mais de 12%.