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Conheces realmente o plano que estás a pagar de tua assinatura a streaming?

Conquanto ao princípio Netflix animava a compartilhar sua conta como um acto de amizade, agora põe todo o tipo de travas

Consumidor Global

Pareja sentada en el sofá dispuestas a ver Netflix PEXELS

Há despesas que te sacodem o bolso e te inteiras no momento. E há outros que se te cuelan sem fazer tanto show. São como deixar uma janela mau fechada e o frio se instala na sala. Não o vês, mas o sentes. As assinaturas jogam com isso. Um mês vês-te todo o final de Stranger Things. Ao seguinte, escutas o novo disco de Rosalía sem problemas. Depois cai o armazenamento na nuvem 'por se um dia', uma app 'para um projecto' que não arrancou jamais, e esse serviço que 'nada mais eram 4,99€', se multiplica por cinco e de repente já estás a pagar entretenimento como se fosse um recebo básico. Teu bolso diz basta.

E quando em casa se arma a junta de 'a ver, que estamos a pagar e por que?', Netflix sempre sai à conversa como esse colega que não convidaste mas já se está a servir refresco. Netflix leva momento com o conto do 'lar'. Já não é tão fácil compartilhar conta Netflix. A solução 'oficial' é somar membros extra. Pagas e metes a alguém que não vive contigo. Tradução rápida: acabou-se a época do 'passa-me a senha e já'. Agora tudo vem com regras, limites… E é que ninguém lê a letra pequena do contrato. Paga e pronto.

Realmente… sabes em que se te vai o dinheiro?

Poupar 'legal' soa a regaño de adulto responsável. No entanto, é mais simples de entender. Tens que saber que estás a pagar para valer. Não o que juras que contrataste, sina o que diz o plano quando o lês sem filtro. Netflix, por exemplo, entende o uso dentro do mesmo lar e, se alguém não vive contigo, te manda pela via oficial do subscritor extra (olho, que há coisas que mudam segundo o país). Aí é quando se te acomoda a ideia: não é 'tudo se vale' nem 'jamais se pode'. É 'si… mas com limites'.

E esses limites não estão de enfeito. Estão aí. É uma linha amarela. Se salgues-te, quiçá hoje não passa nada, mas estás a apostar a que não te toque revisão. E quando te toca, óbvio, é no pior timing: já estavas cómodo no sofá… e de repente te aparece o 'não se pode reproduzir este conteúdo' como se a plataforma estivesse aí, sentada contigo, te julgando. Game over.

Os planos familiares: a poupança que levas ignorando todo este tempo

Os planos familiares não soam emocionantes. Não têm o glamour de uma promo relâmpago nem a adrenalina de "hackear o sistema". Mas por isso mesmo são o melhor que podes fazer com teu dinheiro em streaming. São aburridos. São estáveis. E funcionam.

A matemática é simples: em vez de que a cada quem pague seu plano individual, várias pessoas se repartem o custo de um só maior. Netflix Premium sai-te em 19,99€ ao mês e dois passes de subscritor extra que a cada um tem um custo de 5,99. Se divide-lo entre duas pessoas, a cada uma paga 10,66€. Spotify Familiar custa 20,99€ para seis contas. Entre seis, são 3,50€ por cabeça. YouTube Premium Familiar são 25,99€ para seis membros. Toca a 4,33€ a cada um.

Compara isso com os planos individuais e verás que a poupança não é de céntimos. É a diferença entre pagar mais de 15€ só por ti ou pagar menos de 5€ com todas as mesmas vantagens. Multiplicado por doze meses, estamos a falar a mais de 100€ ao ano que ficas no bolso.

E o melhor não é só o preço. A cada pessoa tem seu próprio perfil. Tua irmã pode estar a ver documentárias de crimes reais enquanto tu te pões ao dia com a Premier League. Teu casal tem suas séries coreanas. Tu tens teus playlists de Spotify sem que ninguém te contamine as recomendações com reggaeton. Ninguém interfere com ninguém. A cada um em sua borbulha, mas todos pagando menos.

Não há senhas compartilhadas que se mudem "sem querer". Não há brigas por quem está a usar a conta quando tu queres ver algo. Não há mensagens de "demasiados dispositivos conectados" no pior momento. Tudo está limpo, ordenado e personalizado.

É o tipo de poupança que não requer criatividade nem movimentos arriscados. Sozinho sentido comum. E quando fazes as contas ao final do ano, te dás conta de que essa decisão "aburrida" te deixou dinheiro para outras coisas que sim te emocionam.

Por que pagar um plano caro se não tens um televisor 4K

O tema é quando o plano caro não o estás a pagar por gosto, sina porque pensas que é o melhor. Por medo a que um dia alguém fique sem ecrã. Dantes de procurar hacks, convém fazer-se as perguntas que ninguém quer contestar: quantas ecrãs usam para valer?, pára que pagar pelo plano 4K se não tens um televisor 4K? Em mais de um caso, o melhor 'desconto' é o que te fazes tu mesmo quando aceitas uma verdade simples. Não precisas o plano mais alto se vês contido num sozinho dispositivo.

Esse ajuste tem algo de limpeza mental: pagas pelo que usas, não pelo que imaginas que poderias usar. Não se trata de compartilhar Netflix com qualquer pessoa e ter a conta 'pelas dúvidas'. E o melhor é que não se sente como 'te tirar algo'. É uma grande suma de dinheiro que poderias destinar a outra coisa.

Por que o consumo inteligente é a melhor estratégia para poupar

Internet está cheio de 'gangas'. Saltam popups por todos lados no site. Alguns te chegam a oferecer até a solução para obter Netflix grátis. Iluso. Mas outras vezes te marés um pouco. Ofertas para já. Hoje funcionam e amanhã desaparecem. Se o que queres é poupar sem sobresaltos, o mais sensato costuma ser o aburrido. Apostar pelas anualidades com desconto, promos por temporada ou pacotes com operadoras.

Também está a poupança por ritmo, que é o que ninguém presume porque não soa épico, mas funciona. Se és de ver uma série, terminá-la e depois passar semanas sem abrir a app, quiçá o melhor é suspender a app. Passa com muitas plataformas. Não tens que te voltar um 'monge' fiel que paga por algo que não vai usar. Desuscribirse está a dois cliques de distância.

Como compartilhar despesas sem terminar brigados (nem presenteando teus dados)

Compartilhar pode ser boa ideia… até que se volta uma administração paralela. Porque dividir o monte é fácil. Mas, quem paga? quem se demora? Quem mudou a senha 'sem querer'? Quem terminou com acesso a coisas que não deveria? Aí o problema deixa de ser o preço e volta-se convivência digital.

Por isso faz sentido separar as coisas. Compartilhar o custo não deveria implicar compartilhar credenciais. E nesse oco aparecem soluções como Sharingful, que em seu blog fala das mudanças de Netflix e propõe gerir grupos para repartir despesas com mais ordem.

Com tudo, há uma linha que convém não cruzar: organizar-se não é o mesmo que brincarse as regras. Aqui não importa se é sobre a família, o casal ou os amigos. O importante é pagar o justo e não deixar um dineral.

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