Denunciam a Volotea por cobrar até 14 euros de recarrego com a desculpa da subida do combustível

Facua considera "ilegal" a cobrança extra que realiza a aerolínea aos bilhetes já reservados, uma quantia que vai de seis aos 14 euros em função do preço do cru

Um avião da Volotea / PEXELS
Um avião da Volotea / PEXELS

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Volotea aplica um recarrego a seus clientes que a situou no ponto de olha. Desde o passado 16 de março, cobra um extra aos bilhetes já reservados de até 14 euros. A quantia varia em função do preço do combustível.

Leste recarrego anuncia-se com uma semana de antelación e acrescenta-se ao preço já pago no momento da reserva. Assim, Facua tem pedido a Consumo que o pesquise. "É uma cláusula abusiva e contrária à Lei Geral para a Defesa dos Consumidores e Utentes", detalham desde a organização.

O preço de mercado do combustível determina o do bilhete

Volotea toma como refere os preços de mercado do combustível procedentes de fontes públicas sete dias dantes da saída do voo e ajusta o preço dos bilhetes ao alça ou à baixa. Em caso de incremento, a aerolínea aplica-se um suplemento de até 14 euros por passageiro e por voo. Pelo contrário, se os preços diminuem, compromete-se a reembolsar aos clientes a diferença até esse mesmo custo.

Un avión de Volotea / FLICKR CREATIVE COMMONS
Um avião de Volotea / FLICKR CREATIVE COMMONS

Esta medida, baptizada como Fair Travel Promise, responde ao enfoque da companhia de "não introduzir suplementos fixos de combustível arbitrários", segundo têm assinalado fontes da companhia. A aerolínea considera que seu enfoque é "inovador" e que combina "flexibilidade, um trato justo, liberdade de eleição e transparência".

Modificações ou cancelamentos gratuitas

Como parte desta medida, os passageiros, quem têm acesso a toda a informação no momento da reserva e recebem comunicações prévias ao voo, têm a opção de modificar seu voo ou cancelar sua reserva de forma gratuita até quatro horas dantes da saída.

Trata-se de uma medida temporária destinada "a situações extraordinárias e pouco frequentes", pelo que Volotea tem indicado que eliminar-se-á quando o mercado se estabilize.

Facua denuncia a Volotea

No entanto, Facua, tal e como tem plasmado num escrito dirigido à Direcção Geral de Consumo do Ministério de Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030, assinala que limitar temporariamente o aplicativo desta cláusula a "situações extraordinárias" pode terminar provocando que a aerolínea a elimine em situações nas que o barril de cru comece sua baixada de preços, pelo que o suposto desconto do que poderiam se beneficiar os utentes seria enganoso.

Una pareja compara precios de billetes de avión en eDreams / PEXELS
Um casal compara preços de bilhetes de avião em eDreams / PEXELS

Assim, Volotea aplicaria o mecanismo enquanto os preços estejam altos, cobrando aos utentes que já têm seus bilhetes comprados um recarrego dentre 6 e 14 euros, mas nunca em sentido contrário.

Um preço que não está desmembrado

A associação também indica que, dado que de forma geral os utentes não sabem quanto do preço de seu bilhete está destinado a pagar o combustível do voo em questão, também não existe maneira de saber se Volotea estaria a repercutir realmente o preço a mais que deve enfrentar pela subida do queroseno ou "se está a utilizar a medida para aumentar suas margens de benefício".

Ademais, considera que este recarrego supõe também que os consumidores não possam saber o preço final do bilhete no momento da compra, já que o recarrego se aplica sete dias dantes da realização do voo, o que limita sua capacidade de poder realizar comparações entre as diferentes aerolíneas. Por último, Facua também destaca que "realmente não está acreditado que o combustível utilizado para o voo no se aplique o recarrego se viu realmente afectado pela subida do petróleo", já que poderia provir de reservas de queroseno que tenha a companhia aérea compradas anteriormente à escalada de preços com motivo do conflito em Oriente Médio.