O início desta operação teve lugar a meio do mês. A 17 de junho, a Polícia Nacional divulgou a apreensão de 16 toneladas de equipamento falsificado do Mundial, 66.000 t-shirts retiradas, 95 pessoas detidas e um prejuízo económico estimado em mais de sete milhões de euros para as marcas legítimas.
Longe de reduzir a sua atividade perante este golpe nacional, alguns pontos de venda continuaram a funcionar, o que levou a uma intervenção rápida da Patrulha Fiscal e de Fronteiras (PAFIF) da Guarda Civil.
Um valor de quase 100.000 euros
A Guarda Civil apreendeu um total de 1 269 peças de vestuário desportivo falsificadas relacionadas com as seleções que disputarão o Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 em diferentes locais da Gran Canaria. O material apreendido, cujo valor de mercado ultrapassa os 97 000 euros, foi localizado em duas operações realizadas nos municípios de Ingenio e Telde.
A operação, levada a cabo pela Patrulha Fiscal e de Fronteiras (PAFIF) da Guardia civil de Comunidade, permitiu retirar do mercado centenas de t-shirts, calças e equipamentos completos que reproduziam de forma ilegal marcas e distintivos protegidos de várias selecções nacionais.
A investigação na Grande Canária
A operação na ilha teve início na sequência de uma denúncia apresentada por um representante autorizado de uma entidade desportiva, que alertou para o facto de a venda de equipamento "pirata" continuar a ocorrer em vários pontos de venda.
Exatamente um dia após ter sido divulgada a grande operação nacional, a 18 de junho, os agentes inspecionaram um estabelecimento comercial em Carrizal (Ingenio). No interior do local, localizaram e apreenderam 529 peças de vestuário desportivo, avaliadas em 36 500 euros. O responsável pelo estabelecimento já está a ser investigado por um alegado crime contra a propriedade industrial.
Segunda operação em Telde eleva o total a 1.269 peças de roupa
As investigações não ficaram por aí. A partir desta primeira intervenção, a Guarda Civil conseguiu localizar um segundo ponto de venda em grande escala, desta vez a operar a partir de uma banca ambulante no município de Telde.
A 21 de junho, os agentes levaram a cabo esta segunda fase, apreendendo um lote ainda maior: 740 peças de vestuário desportivo falsificadas, cujo valor estimado no mercado ascende a 61 375 euros.
Espanha e Argentina, no top das vendas ilegais
O objetivo dos falsificadores era claro: ganhar dinheiro rápido com as seleções que têm mais adeptos. Entre as 1 269 peças apreendidas nas duas operações realizadas na Gran Canaria, destacavam-se equipas completas de países como Espanha, Argentina, Alemanha, Inglaterra e Portugal.
No total, esta nova operação no arquipélago permitiu apreender mercadoria fraudulenta no valor superior a 97.000 euros. Os autos do inquérito já foram remetidos ao Tribunal de Instrução de plantão de Telde, que assumirá o processo para determinar as responsabilidades penais, num momento em que a vigilância sobre os produtos do Mundial de 2026 é máxima em toda a Espanha.
Adicione Consumidor Global como fonte preferida do Google de forma gratuita
Mantenha-se informado com as últimas notícias da atualidade.