A concorrência entre as grandes correntes de moda rápida é feroz. Nalguns casos, trata-se de uma autêntica guerra de guerrilhas logística e digital, em que o ímpeto da Shein ou Temu obriga a tomar decisões rápidas. O sucesso das marcas depende, em parte, da sua habilidade para de elevar o valor percebido, detectar as tendências quase em tempo real e ter uma corrente de fornecimento refinada para evitar o stock.
Neste palco, as peças movem-se rapidamente. Bom reflexo disso, tal como publicou o El Economista, é que a H&M fechou um total de 62 estabelecimentos em Espanha desde 2019, o que implica um recorte de quase 40% das suas lojas no país. Estes encerramentos tiveram efeitos diretos no emprego: em 2021, H&M propôs um ERE para mais de 1.000 trabalhadores, que finalmente se reduziram a 349 depois de uma série de negociações
H&M aumenta os lucros
A nível global, a corrente têxtil sueca obteve um lucro líquido atribuído de 12.158 milhões de coroas (1.150 milhões de euros) no fecho do seu ano fiscal, que concluiu no passado mês de novembro. Este dado representa um incremento de 4,6% face ao resultado contabilizado no exercício precedente.
As vendas netas da marca escandinava, competidora de Inditex, ascenderam no conjunto do exercício a 228.285 milhões de coroas (21.588 milhões de euros), um 2,6% abaixo dos rendimentos do ano anterior, ainda que em moedas locais a facturação anual de H&M aumentou 2%.
A cadeia continuará a fechar lojas
No final do exercício, a cadeia contava com um total de 4 101 lojas em todo o mundo, o que representa uma redução líquida de 152 estabelecimentos ao longo do ano, incluindo uma redução líquida de 17 lojas no quarto trimestre.
Além disso, no ano 2026, os encerramnentos prosseguirão: H&M prevê fechar outros 160 estabelecimentos, o que compensar-se-á em parte com a abertura de 80 novas lojas, principalmente em mercados em crescimento.
Queda das vendas
"Em 2026, continuamos a consolidar as bases para um crescimento contínuo, rentável e sustentável", declarou Daniel Ervér, conselheiro delegado da H&M, para quem o início do novo ano "esteve marcado pela contínua incerteza geopolítica e económica". Isto, na sua opinião, sublinha a importância de uma organização eficiente com processos de decisão ágeis e um alto grau de flexibilidade e controle contínuo de custos.
Além disso, à medida que a H&M continua a otimizar o seu portfólio de lojas, prevê que o impacto nas vendas resultante desse processo «se reverta e seja ligeiramente positivo».