Num momento de tensão diplomática depois dos recentes ataques do presidente de Estados Unidos, Donald Trump, para Espanha durante a cimeira da Organização do Tratado do Atlántico Norte (NATO), a presidenta do Banco Santander, Ana Botim, tem decidido falar a linguagem dos números e o investimento.
Botim tem defendido numa entrevista concedida à corrente estadounidense CNBC que Estados Unidos está a ponto de receber "milhares de milhões de dólares de investimento" graças à culminación da compra de Webster, uma das dez principais entidades de banca varejista e comercial do país norte-americano.
"Somos um banco estadounidense"
Sem fazer menção explícita às declarações de Trump, Botim tem sacado peito pelo peso económico e o compromisso do grupo bancário espanhol no país norte-americano, apresentando a operação não como uma invasão estrangeira, sina como um fortalecimento do tecido financeiro local.
"Somos um banco estadounidense. Estamos a combinar dois bancos estadounidenses", tem sentenciado.
Estados Unidos receberá milhares de milhões de investimento
Segundo tem explicado a presidenta do Grupo Santander, a integração de Webster permitirá reforçar a concorrência no sistema financeiro estadounidense e oferecer melhores condições a particulares e empresas.
"Estamos a trazer 12.000 milhões aos Estados Unidos, onde vamos fazer um banco mais competitivo para nossos clientes", tem argumentado. Ademais, confirmou que a marca Webster manter-se-á, ao menos inicialmente, enquanto se desenvolve o processo de integração.
Um banco com 300.000 milhões de dólares em ativos
Botim tem destaco a dimensão estratégica da operação, sublinhando que não resulta habitual adquirir uma entidade do tamanho de Webster. "Webster é um grande banco e não é fácil comprar grandes bancos", tem afirmado durante a entrevista. O megabanco resultante gerirá ao redor de 300.000 milhões de dólares em ativos, reforçando a presença de Santander num de seus mercados prioritários.
"Dantes de casar-te, sais com alguém e o conheces com o tempo. Isso é o que fizemos John Ciulla (CEO de Webster) e eu. Conhecemos-nos durante três anos. Quando estiveram prontos para dar o passo, eu estava ali", comenta, transmitindo a compra não tem sido uma decisão improvisada, sina o resultado de vários anos de contactos entre ambas entidades.