Barcelona consolida sua posição entre as cidades mais caras para as grandes fortunas

Um relatório situa à capital catalã no posto 15 do ranking mundial e calcula que o custo de manter um nível de vida de alto poder adquisitivo tem aumentado um 10,2% no último ano

Vista de una playa de Barcelona en las inmediaciones del Hotel W en Barcelona   EUROPA PRESS
Vista de una playa de Barcelona en las inmediaciones del Hotel W en Barcelona EUROPA PRESS

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Barcelona volta a figurar entre as cidades mais caras do mundo para manter um estilo de vida de alto nível.

Segundo o Relatório Global de Riqueza e Estilo de Vida 2026, elaborado por Julius Baer, a capital catalã ocupa o posto 15 do ranking mundial, a mesma posição que no ano anterior, se situando por trás de Taipéi (13) e Dubái (14). Trata-se da única cidade espanhola presente entre as 20 primeiras da listagem e da sexta mais cara de Europa.

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Barcelona figura como uma das mais caras no custo de bens como relojería, joyería e serviços de previdência privada, enquanto outros factores como a moradia, os automóveis ou os voos em classe business apresentam preços relativamente mais competitivos.

Vista panorámica de Barcelona / EUROPA PRESS - DAVID ZORRAKINO
Vista panorámica de Barcelona / EUROPA PRESS - DAVID ZORRAKINO

Assim mesmo, o relatório situa a Barcelona como uma cidade de luxo "equilibrada", sem atingir os níveis de encarecimiento de outras grandes cidades como Zurique, Mônaco ou Londres. O ranking finalizou a princípios de março de 2026, pelo que não tem em conta o impacto da guerra em Oriente Médio, que pode afectar a cidades como Dubái.

Singapura volta a encabeçar a classificação

A nível global, Singapura volta a liderar como a cidade mais cara para as pessoas com elevados patrimónios netos, destacando por sua estabilidade política, economia resiliente e conectividade global. Em segundo lugar segue Zurique, que ascende três posições, e Mônaco, que também melhora uma posição até se situar pela primeira vez no terceiro posto, impulsionada pela fortaleza do euro e os altos preços da moradia.

Hong Kong cai à quarta posição, enquanto Londres desce do segundo posto em 2025 ao quinto na edição atual devido em parte, ao comportamento da libra esterlina. Shanghái mantém sua posição em sexto lugar, enquanto Paris ascende dois postos até o sétimo. Completam o top 10 Sídney, Milão e Bangkok. Fora deste grupo, mas ainda dentro do ranking, figuram cidades como Nova York (11), São Paulo (12), Frankfurt (16), Tokio (17), Miami (19) e Santiago de Chile (20).

O custo do luxo segue ao alça

O custo de manter um nível de vida elevado tem aumentado um 10,2% em media em dólares estadounidenses no último ano. No caso das cidades européias, o aumento de preços promedió um 14,1% em dólares estadounidenses.

O estudo vincula este incremento em algumas cidades principalmente à valoração de divisas como o franco suíço e o euro, enquanto aquelas mais próximas ao dólar estadounidense têm perdido terreno, à margem de outros indicadores como a inflação local. O índice analisa o custo de uma cesta de 20 bens e serviços representativos da manutenção de um alto nível de vida em 25 cidades de todo mundo. Entre estas despesas também se encontram os trajes, equipa desportiva, bolsas de mulher, champán, restaurantes de luxo, suites de hotel, advogados, pacote tecnológico, spa, colégio privado e os MBA.