Amazon fez a sua jogadaa e o tabuleiro do setor pode sofrer tremores cuja intensidade ainda está por calibrar. O vice-presidente para os assuntos legais da companhia, David Zapolsky, tem afirmou junto da Comissão de Emprego e Assuntos Sociais do Parlamento Europeu que o plano para despedir outros 16.000 empregados da companhia terá um "efeito mínimo" nas operações da plataforma em Europa.
"Trata-se de redução de pessoal corporativo e terá um impacto mínimo nas nossas operações de campo na Europa", expressou o alto diretor em Bruxelas, que informou -sem esperar ser questionado por isso- do plano de cortes que afectarão a empregados "a nível mundial", o segundo anúncio da Amazon em meses.
Os despedimentos da Amazon, "decisões difíceis"
Neste contexto, Zapolsky afirmou que levar a cabo despedimentos "sempre são decisões difíceis" porque "afectam pessoas reais e as suas famílias", pelo que a companhia "não encara isso de forma leviana".
"Comprometemos-nos a apoiar os empregados afectados durante esta transição com indemnizações, serviços de desenvolvimento profissional e outros benefícios que, em muitos casos, excedem em muito a nossa obrigação legal de prestar", argumentou o vice-presidente da gigante tecnológica norte-americana.
Avanços tecnológicos
Tudo indica que, se um gigante como a Amazon decide despedir um número tão grande de funcionários no panorama atual, é porque a tecnologia (IA e robótica) já está pronta para substituir tarefas de gestão intermédia e logística. Por isso, outras empresas podem replicar esta medida em breve.
Ademais, a raiz da decisão da Amazon, o grupo logístico norte-americano UPS anunciou que eliminará até 30.000 empregos e fechará 24 instalações físicas durante este ano à medida que reduz os envios procedentes da Amazon. Fá-lo-á, expressou, para reorientar-se para unidades de negócio com maior rentabilidade.
Recortar um milhão de peças ao dia
"Estamos nos últimos seis meses do nosso plano acelerado de redução gradual da Amazon e, para todo 2026, temos a intenção de recortar outro milhão de peças ao dia, ao mesmo tempo em que continuamos reconfigurando nossa rede", afirmou a conselheira delegada de UPS, Carol Tomei.
Segundo explicou o responsável financeiro da companhia, Brian Dykes, o ajuste dos recursos humanos levar-se-á a cabo mediante a não reposição de vagas e de reformas voluntárias de motoristas a tempo inteiro. Garantiu que não haverá despedimentos.
Adicione Consumidor Global como fonte preferida do Google de forma gratuita
Mantenha-se informado com as últimas notícias da atualidade.