Pepsico despede a todos os empregados de sua rede comercial

O ERE afectará a para perto de 400 trabalhadores depois do fechamento de onze centros em Espanha

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Pepsico tem comunicado sua intenção de iniciar um expediente de regulação de emprego (ERE) que poderia afectar a praticamente toda a plantilla —ao redor de 400 trabalhadores— dos onze centros que ainda mantém ativos dentro de sua rede de distribuição comercial própria em Espanha.

O ajuste implicaria o fechamento da rede de distribuição direta a bares, restaurantes, pequenos supermercados e lojas de alimentação. Mais especificamente, os centros afectados encontram-se em Madri (duas delegações em Coslada e Leganés), Barcelona (duas), Bilbao, San Sebastián, Vitoria, Málaga, Valencia, Alicante e Palma de Mallorca, segundo tem detalhado o sindicato CCOO.

Despedimentos anteriores

O delegado sindical nacional de CCOO em Pepsico, Miguel Ángel Losada, tem indicado a EFE que a companhia já levou a cabo outro ERE em 2025, que supôs a saída de 177 empregados depois do fechamento de onze delegações, seis delas em Andaluzia e o resto em Zaragoza, Vigo, Castellón, Girona e Tarragona.

Desde a empresa têm explicado que este movimento responde à transformação de seu canal tradicional de distribuição em Espanha para um modelo indireto, uma estratégia que asseguram está alinhada com a tendência maioritária do sector. Pepsico tem assinalado que o processo realizar-se-á de maneira "progressiva e responsável" e contará com uma comissão negociadora formada por representantes da empresa e dos trabalhadores.

Críticas dos sindicatos

Segundo têm confirmado desde CCOO, a primeira reunião desta comissão está prevista para a próxima terça-feira, 4 de fevereiro. O objectivo, segundo a multinacional, é atingir acordos que tenham em conta tanto à plantilla como às necessidades do negócio, no marco do acordo marco subscrito pela Mesa de Diálogo em 2025, e culminar assim a transformação deste canal.

Por sua vez, a Federação de Indústria, Construção e Agro de UGT-FICA tem mostrado, ao igual que CCOO, sua firme oposição a uma medida que qualifica de "drástica, injustificada e desproporcionada", ao considerar que não resolve os problemas de rentabilidade alegados pela empresa.

Os sindicatos têm avançado que trabalharão para reduzir o impacto do ERE, explorando alternativas como recolocaciones, baixas voluntárias e a negociação das máximas indemnizações possíveis para os trabalhadores afectados.