Denunciam a ING por incumprir sua promoção de desconto sobre compra-las
Facua adverte de que o banco criou em seus clientes uma expectativa económica que agora tem que cumprir
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O 23 de agosto, Consumidor Global alertou de que o banco ING tinha prometido a seus clientes devolver o 10% das compras realizadas com cartão de crédito, mas dias depois o tinha anulado por um "erro operativo". Em redes sociais, muitos clientes expressaram sua indignação e reclamaram à entidade que mantivesse seu compromisso.
Agora, Facua tem denunciado a ING ante o Ministério de Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030 por não respeitar a promoção. A entidade financeira enviou a seus clientes um correio eletrónico no que explicava as condições da promoção e assinalava que, por exemplo, ante uma despesa de 500 euros, devolveria 50 euros. Também indicava que a devolução receber-se-ia o 5 de setembro e que a promoção estaria vigente até o 28 de agosto.
A promoção deixou de estar ativa de forma repentina
Não obstante, dias depois enviou uma segunda comunicação onde reconhecia que tinha existido uma "incidência operativa no envio" da primeira comunicação e afirmava que a promoção "não estava ativa". A raiz desta decisão, Facua remeteu-lhe um escrito onde lhe advertia de que, se não cumpria com a oferta comercial, interporia uma denúncia ante o Ministério de Consumo.

Em consequência, o 31 de agosto, ING emitiu uma nova comunicação informando de que finalmente aplicaria a promoção, ainda que limitando o período da mesma até o 14 de agosto e não até o 28 de agosto como anunciou inicialmente. Assim, a oferta ficava reduzida a sozinho quatro dias.
Respeitar as condições da oferta
Assim as coisas, Facua considera que o banco deve respeitar as condições da oferta comercial comunicada o 10 de agosto, incluída sua vigência até o 28 de agosto, sem que possa modificar posteriormente e de forma unilateral ditas condições em prejuízo dos consumidores que receberam e puderam legitimamente confiar em dita oferta.
No âmbito legal, Facua cita no amparo do artigo 61 do Real Decreto Legislativo 1/2007, de 16 de novembro, que "o conteúdo da oferta, promoção ou publicidade, as prestações próprias da cada bem ou serviço, as condições jurídicas ou económicas e garantias oferecidas serão exigíveis pelos consumidores e utentes, ainda quando não figurem expressamente no contrato celebrado ou no documento ou comprovante recebido e deverão se ter em conta na determinação do princípio de conformidade com o contrato".

O problema da expectativa económica
Ao mesmo tempo, a associação adverte de que o banco criou em seus clientes uma expectativa económica que tem que cumprir. "Inclusive tem podido provocar que muitos deles tenham realizado despesas superiores aos que tinham previstos induzidos pela oferta que receberam", remarcan, e censuran que "uma suposta incidência técnica ou interna não pode se converter automaticamente numa via para que a empresa se desentienda dos compromissos que comunicou a seus clientes".
Por todo isso, a associação tem instado ao Ministério de Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030 a que abra expediente sancionador a ING por vulnerar os direitos dos consumidores ao oferecer a promoção unicamente até o 14 de agosto e não até o 28 como anunciou num princípio. Assim mesmo, exhorta aos utentes que tenham recebido esta promoção a que reclamem ao banco seu cumprimento.
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