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A Policia civil alerta de grúas pirata: a nova fraude depois de activar a baliza V16

Operadores alheios às seguradoras estão a aproveitar a geolocalización destes dispositivos para captar condutores vulneráveis e cobrar serviços que não cobre o seguro

Ana Carrasco González

Una grúa circula en una autopista EP

A picaresca não tem demorado em aparecer depois da entrada em vigor, o passado 1 de janeiro, da obligatoriedad de levar uma baliza V16 nos veículos para sinalizar avarias ou acidentes. Segundo confirma a Associação Unificada da Policia civil (AUGC), já se produziram vários casos do que se conhece como "grúas pirata", que vão a auxiliar carros avariados sem que lhes corresponda esse serviço.

"Temos constancia de operadores de grúas alheios às seguradoras que têm ido a remolcar veículos que tinham activado a baliza V16 quando não eram eles quem deviam o fazer", explica a Olaya Salardón, porta-voz da AUGC, em declarações ao Jornal.

Como funciona a fraude das grúas pirata

A fraude segue um padrão singelo. Um condutor sofre uma avaria ou acidente e activa a baliza V16 desde o interior do veículo, tal e como marca o regulamento. Nesse momento, o dispositivo geolocaliza o carro e mostra-o no mapa de incidências da DGT, desde onde a seguradora gere o envio da grúa correspondente.

Baliza V16 / IDEALO

Segundo a AUGC, alguns operadores irregulares visualizam essas localizações e adiantam-se à grúa oficial, apresentando no lugar da incidência. "Aproveitam o desamparo do condutor, que nessa situação assina qualquer coisa", assinala Salardón. O problema chega depois. Quando o condutor recolhe seu veículo, descobre que deve pagar o serviço de seu próprio bolso, já que a seguradora não se faz cargo de uma grúa que não tem enviado. O custo do engano pode oscilar entre 170 e 300 euros, o preço médio de um remolque.

Que dizem as seguradoras e a DGT

Desde várias seguradoras recordam que o condutor também deve extremar a precaução, já que normalmente se informa previamente de dados finque como o nome do operador ou a matrícula da grúa que irá ao resgate.

Na mesma linha, a Direcção Geral de Tráfico (DGT) sublinha que existe um registro oficial de veículos de auxílio em estrada e que, depois de contactar com a seguradora, o utente sempre recebe informação sobre quem lhe vai assistir. A DGT assegura que não tem constancia de problemas generalizados e nega ter emitido alertas oficiais sobre grúas pirata.

A baliza V16 facilita roubos?

Outra das polémicas surgidas em torno das balizas V16 é a possibilidade de que a geolocalización sirva como reclamo para ladrões. No entanto, desde a AUGC têm-no claro: não consta nem um sozinho caso.

"Soa a lenda urbana. Ao activar a baliza também se está a avisar, de algum modo, à polícia. Os agentes de estradas vão ir, pelo que não tem muito sentido para os delinquentes", explica Salardón ao citado meio.

Privacidade e dados: que informação transmite realmente a baliza V16

A Agência Espanhola de Protecção de Dados (AEPD) tem sido tajante: a baliza V16 não vulnera a privacidade dos condutores. O dispositivo só envia a localização do veículo e um identificador técnico que não está associado a uma pessoa nem a uma matrícula.

Ademais, enquanto a baliza não está activada, não transmite nenhum dado, e uma vez apagada deixa de emitir sinal sem gerar historiais nem rastreamentos contínuos.