O íman da baliza V16 supõe um risco para pessoas com marcapasos, segundo os cardiólogos
A chegada de 2026 tem trazido a obligatoriedad destes dispositivos em todos os veículos, mas os experientes lançam uma advertência inesperada
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A baliza V16 já é obrigatória nos veículos em Espanha desde a chegada de 2026, mas agora os cardiólogos lançam uma advertência que preocupa a milhares de condutores.
Especialistas em cardiología alertam de que estes dispositivos de señalización podem interferir no funcionamento de marcapasos e desfibriladores implantables, devido ao potente íman que incorporam muitos modelos.
Que é a baliza V16 e por que é obrigatória?
Segundo a Direcção Geral de Tráfico (DGT), a baliza V16 é um dispositivo luminoso de cor amarela que emite uma luz intermitente de alta intensidade visível a 360º durante ao menos 30 minutos. Ademais, conta com conectividade para enviar a localização do veículo em caso de avaria ou acidente.

Não levar no carro pode supor uma multa de 80 euros, ainda que com cedo pago a sanção se reduz a 40 euros. Não obstante, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, tem confirmado recentemente que terá um "período razoável" de adaptação no que os agentes priorizarán a informação em frente à sanção.
Risco para pessoas com implantes cardíacos
Para além do aspecto legal, o debate transladou-se ao terreno sanitário. O cardiólogo José Abellán tem explicado em redes sociais que as balizas V16 podem interferir com marcapasos e desfibriladores implantables, dispositivos que regulam o ritmo cardíaco e que, em muitos casos, salvam vidas.
Em Espanha estima-se que mais de 300.000 pessoas vivem com um marcapasos e ao redor de 60.000 com um desfibrilador implantable. "Estes dispositivos são sensíveis aos campos magnéticos", assinala Abellán.
O verdadeiro problema não é a antena, sina o íman
Segundo o especialista, o risco não está na antena nem no sistema de geolocalización da baliza, sina no íman potente que se utiliza para fixar ao teto do carro. "Quando um marcapasos ou um desfibrilador detecta um íman potente, entra no que chamamos modo magnético. Se reconfigura temporariamente e se volta surdo à actividade elétrica do coração", explica o cardiólogo.
Isso sim, Abellán aclara um ponto finque para evitar alarmismos: o dispositivo não se rompe nem se danifica de forma permanente, mas sim pode modificar seu funcionamento enquanto o íman está cerca do implante.
Recomendações médicas para usar a baliza V16 com segurança
Para minimizar qualquer risco, os cardiólogos recomendam seguir uma série de pautas singelas:
- Manter a baliza V16 sempre a mais de 20–30 centímetros do peito.
- Manipulá-la, se é possível, com o braço contrário ao lado onde está implantado o marcapasos ou desfibrilador.
- Evitar apoiar ou acercar o dispositivo directamente sobre o torso.
"Desde o ponto de vista médico, o risco é baixo e comparável ao de outros dispositivos com campos magnéticos que usamos a diário, como um microondas", conclui Abellán.

